
MAD MEN
Ao contrário do que talvez você leia por aí, Mad Men está longe de ser uma série destinada aos publicitários. Mais do que mostrar o “how it works” das agências da publicidade da Madson Avenue, na Nova Iorque dos anos 60, Mad Men se interessa pelo social disso tudo. Logo, ela nunca dará atenção o suficiente ao processo de criação de campanhas por elas mesmas, mas o quanto da sociedade americana está impressa no antes e depois disso tudo. Daí o fato de ser tão dramática e envolver subtramas (com destreza, sem perder o ritmo). Os personagens são sempre muito bem construídos tanto pelo texto, quanto pelas atuações (que chegam a ser brilhantes em Jon Hamm como Don Draper e com Christina Hendricks como a secretária Joan Holloway). Mad Men é a melhor série que assisto atualmente, entretanto, estou na segunda temporada e afirmo isso sem ter noção alguma do que está por vir na 3ª (que já terminou).

THE BIG BANG THEORY
A 3ªa temporada de The Big Bang Theory teve um bom episódio de entrada, alguns bem fracos na sequência e depois recebeu um up grandioso. Está atualmente em sua melhor fase, sabendo utilizar tudo que pode extrair da personalidade de cada um. É certo que, por vezes, tem excedido em colocar apenas Sheldon como o centro dos episódios, mas isso dificilmente é um problema para os roteiristas: eles conseguem trazer situações cada vez mais criativas e sinais ainda mais absurdos na personalidade do gênio que se sente sempre superior. Stan Lee e uma homenagem ao Senhor dos Anéis estão entre as próximas pedidas. Aguardo ansioso, já que a recente cena de Sheldon e seus bazingas na piscina de bolinhas, de tão boa, vai entrar para a história da série.

HOW I MET YOUR MOTHER
Junto a TBBT, essas duas sitcoms me deixam feliz, pois já não sou orfão das divertidas baboseiras de Friends. Não que você deva comparar, pois os caminhos são outros – especialmente no tipo de humor (que envolve outros cotidianos e outros ritmos). How I Met Your Mother conquistou vários dos meus amigos que estão nos 20 e poucos anos, porque fala bastante do início de carreira e dos papos por aí cheio de teorias nerds. O elenco nem é tão bom assim (exceto pelo genial Neil Patrick Harris como Barney), mas a caracterização das personalidades é sempre muito boa. Os roteiristas sabem como brincar com fãs mais cativos, trabalhando o universo de piadas da série que exigem você ter assistido temporadas passadas. Alguns episódios da 5ªa temporada (a mais recente) tem oscilado muito, mas não dá mais para deixá-los.

COMMUNITY
Indicada pelo amigo Mateus Cardoso (o mega viciado em séries de Natal-RN), Community me pegou de jeito logo no piloto (e isso é meu grau de exigência para começar a ver uma série). Imagine Glee sem a parte musical e com humor ultra-ácido e politicamente incorreto. Community é isso, uma espécie de Pequena Miss Sunshine sem o preconceito ridículo que aquele filme tem contra os estereótipos que retrata. As cenas com o garoto árabe, Abed, são sempre geniais e talvez o único pecado da série seja a tentativa de algumas lições de moral esporádicas. Nada que comprometa o todo: a série é uma das maiores promessas da minha playlist.

LOST
O que dizer de uma série que já dura 6 anos com mistérios infinitos? Que, em algum momento, ela nos frustraria. Foi assim na 3ª temporada e em parte da 4ª. Óbvio que a pressão e as expectativas em torno do season finale são gigantescas. “Eles não podem errar!”, mas tem errado sim: escolheram desenvolver ainda novas possibilidades que, aparentemente, são um grande risco para chegar ao ápice final esperado. Eu não espero a solução de todos os mistérios; na verdade aguardo por algo muito perto disso que se evidencia na pergunta que a 6ª temporada tem feito: enfim, qual a razão de todos eles estarem o tempo todo nessa maldita ilha?
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Os pilotos que eu vi e não gostei:
- Big Love (2006 e em andamento)
- Carnivale (2003 a 2004)