Posts Tagged with Quentin Tarantino
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A morte de Deus e o royale com queijo em Pulp Fiction: niilismo e símbolos vazios

- Nota do editor: Enfim trago a vocês, para comemorar a nova fase do Diversitá, este artigo sobre Pulp Fiction. Nem lembro mais quanto tempo faz que este texto foi traduzido pelo amigo Leonardo Farias. Este advogado cinéfilo parecia ter a escrita e a tradução como uma amiga íntima no fim da adolescência, quando fez essa proeza. O longo texto é um ensaio que analisa esta obra-prima de Tarantino numa perspectiva mais filosófica do que de crítica cinematográfica clássica. Por isso mesmo é bastante oportuna e profunda – tanto para quem tem interesse no filme ou em análises filosóficas sobre o mundo, a partir do cinema. O autor, Mark T. Conard é conhecido internacionalmente por sua série de livros que analisam obras audiovisuais com filosofia. Aproveitem!

Os protagonistas de Pulp Fiction
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A Manifestação do Símbolo Vazio – A morte de Deus e o Royale com Queijo

por Mark T. Conard

Pulp Fiction é surpreendente, violento e muito divertido. Mas – com seus personagens bizarros, eventos em seqüência não linear, e referências sem fim à cultura pop – sobre o que o filme realmente trata? É sobre o niilismo americano, a perda de todo o significado e valores em nossas vidas, seguindo o que Nietzsche chamou de “A morte de Deus”. Mais especificamente, é sobre a transformação de dois personagens: Jules (Samuel L. Jackson) e Butch (Bruce Willis).

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As primeiras imagens de Django Unchained, o novo de Tarantino

O elenco ainda traz Samuel L Jackson, Sacha Baron Cohen, Don Johnson e Kurt Russel.

Seu Natal em 2012 será animadíssimo.

Obrigado, tio Quentin.

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Rápido e rasteiro: últimos filmes

Melancolia, de Lars Von Trier | Cinema

Acho que há alguma destreza em nos envolver com o clima que deseja – apocalíptico. Porém, nada e morre na praia com Justine e Claire. Na segunda parte do filme, a certa altura, eu já clamava pra que ele terminasse. Não aguentava a sequência de diálogos pretensiosos; essa tentativa infinita de nos fazer sentir aquilo que Trier quer transmitir através do filme – sem que seja feito de forma crível. Posso soar tolo acusando-o disso, mas é inevitável pensar dessa forma com a conversa entre Justine e Claire, quando a personagem de Kirsten diz que sabe das coisas. Ah, vá.

A Separação, de Asghar Farhadi | Cinema digital

Não há maquiagem para a dor neste cinema iraniano, muito menos metáforas sobre a política. Ao menos não me chega desse modo. Acho que nele há, sim, a vida mostrando o que é, escancarada em tamanho gigante diante de quem assiste. Você ficará sem chão durante a maior parte de A Separação. Assistindo, eu tinha a impressão de que o filme se preparava para aquele grande plano final, que iria ser síntese de toda a bagunça que assistimos – e que parece não ter fim.

A Garota Ideal, de Craig Gillespie | DVDRip

Assisti-lo pela 3ª vez só me fez ter certeza de que este é um dos filmes da minha vida. Não é uma obra-prima de cinema, mas é mais cheio de vida que a maior parte dos filmes que passamos tanto tempo vendo. Um pequeno conto sobre pequenos cristos. Uma cena em especial dessa vez me chamou atenção e conto outra, primeiro, para contextualizar: Lars está na cozinha com seu irmão e comenta que na cultura de Bianca, há alguns rituais de passagem que são importantes e ele acha isso algo legal. Então ele pergunta: “o que faz com que tenhamos certeza que nos tornamos homens?”. A resposta importa bem menos que a pergunta. Lars está ali mostrando que está começando a entender que ainda é apenas um adolescente no corpo de um homem adulto de bigode. Na cena a seguir, no escritório, dois colegas de trabalho estão ainda brigando de “quem pegou meu brinquedo?” e o seu colega de báia “esganou” o ursinho de pelúcia da paquera retraída de Lars. Adolescentes trabalhando. Lars vai até a copa e a moça está chorando diante do ursinho enrolado com um cabo USB. Ela diz que não está chorando só por isso, mas porque havia acabado o namoro. Lars, enquanto a moça abre seu coração, remove o fio do pescoço do ursinho e começa a trata-lo como um paciente em atendimento de urgência. Faz respiração boca a boca, massagem cardíaca, escuta a respiração, brinca com a dona do urso. Ela, como Lars, é uma adolescente que ainda leva ursinhos de pelúcia para enfeitar a mesa de trabalho e “brinca” de esconder os action figures do colega. Mas Lars, ali, de repente passa a agir com um carisma, atenção e cuidado, que antes não pareciam lhe interessar. Age como o seu irmão diz na cena anterior: “Você ainda tem o lado infantil por dentro, mas você cresce quando decide fazer a coisa certa. E não só o que é certo para você, mas para todos”. O urso, a boneca Bianca, o cachecol feito pela mãe – todos objetos que simbolizam um pouco do que Lars é e do ritual de passagem que ele precisa e está vivendo.

A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorcese | Cinema 3D

Não acompanho o cinema 3D com grande afinco, porque as experiências geralmente são negativas. Mas apenas três filmes que vi me pareceram pensados calmamente para a tecnologia: Avatar, Enrolados e, agora, este Hugo de Scorcese. Era fantástico ter ao meu lado um colega que não parecia muito entrosado com a tecnologia, babando com a soma perfeita do diretor: saber filmar em 3D, junto a uma paixão por cinema e uma honrosa e fantástica homenagem a George Méliès. Apesar dos dois amigos funcionarem muito bem juntos, acho Isabelle uma personagem meio entediante, chata. Tudo pra ela é maravilhoso toda hora, com um exagero quase teatral. Bastava muito menos para mostrar que ela tem a alegria que falta ao solitário Hugo e aos seus padrinhos. Mas é saboroso ver Scorcese (um cineasta que é conhecido como um pesquisador que preserva a história do cinema, restaurando filmes clássicos) fazendo um filme como este. Hugo é não menos que uma pausa no seu processo autoral para nos dar um belo sermão sobre a importância da história deste cinema que, em meio ao encanto com as novas tecnologias, não pode esquecer da história de um Méliès, por exemplo. É belo, belo…e a cena do aquário já é inesquecível.

Kill Bill Vol. 2, de Quentin Tarantino | Blu-ray

Não consigo achar o segundo filme uma obra-prima como o primeiro. O que dá pra notar é que, diferente do primeiro, este é um filme bem mais direto. Tarantino mesmo o define como o filme das explicações, das histórias sobre quem são essas pessoas misteriosas que conhecemos no primeiro filme. E torna-se interessante perceber que Tarantino escolhe não contar nada sobre o passado dos personagens, como fez com O-Ren Ishii no primeiro filme. Não sabemos a história de Bill ou das origens da noiva, ou de quem quer que seja. O ele nos conta? Apenas o que acontece entre eles. O primeiro filme é uma obra de ritmo frenético, de encanto cinematográfico pela ação, pela destreza na mise-en-scene. Aqui, temos tudo isso, mas com outro ritmo, bem mais western. É uma delícia de ver.

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O melhor de Quentin Tarantino, em HD, ao som de Prodigy

O mestre Taranta apresentado pelo sr. Matias, que fez um belo trabalho de edição usando os filmes do diretor lançados em alta definição no país. O bacana é que ele fez até algumas sugestões visuais nos cortes, mostrando alguns padrões dos filmes de Tarantino. Tudo contribuindo para a teoria eterna de que ele está fazendo um grande e único filme, desde os seus roteiros nos anos 80, até o recente Bastardos Inglórios. Pena ainda não termos Jackie Brown em Blu-ray.

Achei no Tumblr do sempre ótimo BJC.

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[Cinema] Minha cena preferida de ‘À Prova de Morte’ (Quentin Tarantino, 2007)

Tarantino atuou em alguns dos seus filmes, mas nunca como aqui. Em À Prova de Morte ele interpreta Warren, o dono do bar tipo mexicano que suas girls vão curtir. Sua brincadeira metalinguística é frequente, mas chega a um dos melhores momentos quando pede para uma funcionária do bar acender as luzes do estacionamento. Quem está lá é Arlene (Vanessa Ferlito e seu olhar matador), distraída com a chuva. Num trecho anterior ela estranhou um carro vintage, preto, parado em frente ao outro bar que ela e suas amigas visitaram. Quando Warren faz com que as luzes se acendam, é Tarantino quem faz sua atriz olhar para o lado e constrói a atenção de Arlene para o estacionamento: está lá o carro misterioso, com uma grande caveira no capô. A brincadeira cênica nos leva para o fato mais importante: o carro do Stuntman Mike traz para Arlene um fascínio que faz com que ela se levante e o observe mais atentamente. Temos então um objeto inanimado que é símbolo duplo para a primeira parte do filme. O carro, ao mesmo tempo que é “à prova de morte”, é a própria morte chegando (como na tradição do seu diretor preferido, Briam De Palma, o carro das garotas é vermelho). O que veremos no segundo trecho é Tarantino trabalhar uma vingança metalinguística, fora do campo diegético (ou seja, que não é parte da história que vemos): só nós espectadores entendemos a “real importância” do que o trio girl-power faz ao final. Elas se vingam pelo que viveram em poucos minutos; nós nos vingamos pelo que vivemos com as personagens de Tarantino antes e depois.

Este post faz parte da série “Teoria dos Objetos Inanimados”, baseada na premissa iniciada por Paul Auster em seu livro “Homem no Escuro”. Leia outras análises a partir da teoria.

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Vanity Fair fotografa Bastardos Inglórios

Presente de terça-feita para os leitores fãs de Tarantino como eu: o ensaio (sempre ótimos) que a Vanity Fair realizou nos sets de Bastardos Inglórios. Os cliques são de Brigitte Lacombe e estão na edição que tem a senhora Gisele na capa.

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Caricaturas de grandes filmes

O artista Justin Reed faz pinturas com caricaturas de filmes clássicos da cultura pop como Pulp Fiction, Kill Bill, Edward Mãos de Tesoura ou clássicos como Janela Indiscreta e Tubarão. Confira alguns aqui e no site do Reed todos os outros trabalhos. Passe o mouse sobre as imagens para descobrir o filme e clique para ampliar. Prestem atenção na quantidade de referências logo da primeira – no quadro, acima da cabeça de Stewart o artista lembra Os Pássaros

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Duro de matar, Rambo, Fuga de Nova Iorque, entre outros.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, de Michel Gondry

Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton

Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson

Pulp Fiction, de Quentin Tarantino

Magnólia, de Paul Thomas Anderson

Kill Bill, de Quentin Tarantino

Tubarão, de Steven Spielberg


Ricardo Oliveira

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