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A vertigem de Kane e os 250 melhores filmes de todos os tempos

Foi um “susto” interessante: depois de décadas no topo, “Cidadão Kane” (Orson Welles) perdeu o posto de melhor filme de todos os tempos para “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock. Ainda que para mim seja difícil dizer se é uma decisão justa, posso falar sem medo que tenho mais carinho pelo novo primeiro lugar. Este artigo que fiz ainda na época do curso de jornalismo pode dar pistas, mas a questão “Por que Vertigo?” foi ligeiramente bem resolvida em texto indicado por Inara, no blog do IMS. Um trecho abaixo:

“Mas desconfio que, a par desse motivo, há também um certo fator inercial a justificar a longa permanência do filme [Cidadão Kane] no alto do pódio. Durante meio século, foi como se a disputa fosse apenas pelas outras colocações, pois o primeiro lugar era cativo. Há uma certa segurança, um certo conforto, em reforçar o cânone, como se isso nos garantisse que o sol seguirá nascendo todos os dias.

O caráter revolucionário de Kane talvez tenha se diluído ao longo das décadas, na percepção das gerações mais novas de críticos e cinéfilos. A geração que recebeu o maior impacto está acabando. De lá para cá, as drásticas inovações do filme tornaram-se moeda corrente do bom cinema, ao mesmo tempo em que ficaram mais estridentes seus excessos estilísticos.”

A lista da revista inglesa Sight & Sound é uma daquelas que você deve, sim, dar atenção – diferente das listas americanas, que são excessivamente americocentradas. Ainda que ela tenha algumas ansiedades, colocando alguns contemporâneos que mal respiraram (como “Árvore da Vida” ou “Melancolia”, por exemplo), é bastante completa no propósito de ser um panorama. Um dos maiores injustiçados é Gus Van Sant e a ausência de sua obra-prima “Elefante”.

Abaixo segue a lista completinha, com as marcações do que já assisti (em negrito) e os meus preferidos (com asterisco). Os votantes são figuras ligadas ao cinema de todo o mundo, incluindo cineastas como Tarantino, Scorcesse e Woody Allen, além de críticos, estudiosos etc. Logo após a lista completa, você confere os preferidos destes cineastas e outros. Os meus? Não me arrisco.

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5 discos geniais (da década passada) que passaram despercebidos

Cinco obras que nunca saíram da minha playlist, cinco nomes da música independente americana, cinco discos inesquecíveis. Do rock beatlemaníaco de Webb, passando pelo blue/jazz do casal “the rhine”, seguindo pelo piano rock contemplativo que “dorme por último”, chegando ao pop com pitadas folk-jazzísticas de Rice, até terminar no indie folk-rock do Jars. Tem de tudo.

Derek Webb – The Ringing Bell (2007)

Melhor faixa: The End/The Very End



Sleeping At Last – Storyboards (2009)

Melhor faixa: Side by Side



Over The Rhine – The Trumpet Child (2007)

Melhor faixa: I Don’t Wanna Waste Your Time



Chris Rice – What a Heart is Beating For (2007)

Melhor faixa: What a Heart is Beating For



Jars of Clay – Good Monsters (2007)

Melhor faixa: Dead Man (Carry Me)



Grande ano, 2007, hein? Contam as lendas que o Diversitá nasceu em 2007 ;-). Sim, amigos, em janeiro deste ano o blog completou 5 anos e a gente não comemorou ainda porque vem coisa boa vindo por aí. Eu avisei.

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As 5 melhores canções para ouvir com Rainy Mood

1. Kings of Convenience – Cayman Islands
2. James Vincent McMorrow – Hear the noise the…
3. Jack Johnson – Banana Pancakes
4. Bon Iver – Holoscene
5. Norah Jones – Come Away With Me

Algumas delas parecem até terem sido gravadas num dia de chuva, você tem que concordar.

Não conhece o Rainy Mood?

Por sinal, pra galera iOS, existe um app chamado Asian Sleep Sound que é uma espécie de Rainy Mood turbinado.

Qual a sua lista?

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[Top2010] O que mais gostei entre os filmes que vi no ano passado

Os que mais gostei, em ordem alfabética e sem muitas firulas..uns 15 filminhos aí pra vocês. Nos links, todos os trailers.

Demônio (John Erick Downdle)

Joguem tomates, mas acho excelente.

A Fita Branca (Michael Haneke)

Um Haneke despreocupado em nos inquietar logo de início, deixando a corda apertar mais lentamente até chegar onde quer.

Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow)

O filme dono das cenas mais tensas de 2010.

Um Homem Misterioso (Anton Corbijin)

Não lançado nos cinemas brasileiros, passou despercebido. Muito do cinema de Jean-Pierre Melville e, consequentemente, nos lembra Michael Mann. Clooney fazendo o que sabe fazer melhor: sua perfeita cara de nada.

Ilha do Medo (Martin Scorcese)

Quem resiste a um Scorcese experimental, mas seguro de si?

O Lobisomem (Joe Johnston)

Subestimado, é uma pérola que retorna muito bem ao mito.

Lunar (Duncan Jones)

Filme-solidão que nos surpreende ao se transformar numa crítica, vinda do futuro, para contextos atuais.

Mother (Boong Joon-Ho)

Joon-Ho, gênio. O cineasta especialista em criar climas e subvertê-los através da mistura de gêneros cinematográficos.

Onde Vivem os Monstros (Spike Jonze)

Como filmar as angústias de uma criança, com doçura.

A Origem (Christopher Nolan)

Um filme de assalto, um drama, um filme de ação, que tem uns sonhos aí. Nolan crescendo.

A Rede Social (David Fincher)

Fincher gosta de filmar as coisas que estão às escuras e sabe fazer isso muito bem.

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Edgar Wright)

Wright aprendendo a potencializar suas manias em algo muito, muito divertido.

Sherlock Holmes (Guy Ritchie)

Aqui, Ritichie aprendendo que menos pode ser mais. Tirou 50% das suas firulas e continua sendo um grande artesão de personagens.

Toy Story 3 (Lee Unkrich)

Como contar histórias? Assim.

Tropa de Elite 2 (José Padilha)

O mais admirável no cinema de Padilha dentro do contexto nacional é sua capacidade de fazer cinema de gênero. Seu cinema é policial e, por contexto, é político. Mais maduro.

Não vi e poderia estar aqui: The Town, Uncle Boomee, O Segredo dos Seus Olhos, Vincere, Vício Frenético.

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[Top2010] Música: os “melhores” álbuns do ano passado

Já em meio ao verão 2011 chega atrasada a hora de relembrar o que de bom rolou na cultura pop nacional e gringa de 2010. Ao contrário dos anos anteriores, quando eu pelo menos tentava me dedicar a consumir uma boa parte dos discos e filmes mais mencionados, neste ano isto foi impossível. Sendo assim, torna-se injusto qualquer tipo de lista chamada de “O melhor”. Papeando dia desses com o amigo Tiago Germano, que ano passado contribuiu brilhantemente com um Top 20 com os melhores álbuns nacionais de 2009, ele parece estar no mesmo ritmo: o bom é falar do que a gente gostou e pronto. Se os mesmos nomes também estão em listas “oficiais” por aí, beleza. Sendo assim, vamos lá.

Música Nacional

Foi um ano de descobertas interessantíssimas na música nacional. Fazia tempo, muito tempo, que eu não ouvia tantos CDs bons. Fiz bons achados nas recomendações da lista de Tiago, em 2009, mas a maior parte não passou da primeira audição. Em 2010, porém, alguns nomes me surpreenderam. E o melhor: são artistas lançando seus primeiros álbuns.

Efêmera, de Tulipa Ruiz, é uma quase-obra-prima evidentemente rara na música nacional. Ainda que case em certas tendências da sua geração e se encontre com a trupe chamada de Novos Paulistas, é um disco diferenciado: é pop sem medo, mas pop com categoria. Sabe onde quer chegar, com um bom humor permeando letras doces e bem elaboradas. A cozinha instrumental, praticamente familiar (seu irmão e pai tocam na banda) é impecável e retornam a sonoridades vintage sem afetação da boa música nacional. Tulipa canta muito e, sempre encantadora no ao vivo, tem a assinatura de muita gente pra ficar por aí e nos trazer mais música efêmera-eterna.

No rock, os sulistas do Apanhador Só vieram com um debut que, aos ouvidos menos atentos, seria enquadrado na tag “bandas pós-hermanos” – o que é bastante injusto. Sim, devem a Camelo e Amarante, mas está longe de ser só isso. Apostam nas letras com narrativas que soam quase non-sense, permeados por seus interesses em mesclar “música nacional com rock” (e lá vai mais outro clichê ligado aos hermanos). “Peixeiro” e “Maria Augusta” tocam repetidas vezes na playlist, mostrando que a cena portoalegrense pode trilhar outros rumos além da Cachorro Grande e Bidê ou Balde.

Feito pra Acabar, de Marcelo Jeneci é o terceiro álbum de estreia deste texto e isso me empolga. É sinal de que no mar gigante de independentes que agora trilham os caminhos do MySpace (ele ainda vive para este fim ou o YouTube é o novo rei?) no Brasil, ainda tem muita coisa a se descobrir. Jeneci já era parceiro de Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata e outros nomes antes de lançar seu primeiro disco. Vem agora retomando o acordeon na música nacional, dentro de um CD eclético que passeia pela jovem guarda, brega, pop e rock. A música tema do álbum, junto a “Pra Sonhar” e “Por Que Nós” são obras-primas dentro de um todo impecável que vai durar.

Em Esperar é Caminhar, o Palavrantiga revela mais facetas que as iniciais propostas no EP “Volume 1″. Agora, afirma-se como banda que celebra sua espiritualidade sem medo do que vão dizer, convencidos de que podem, sem estar em cima de muros, transpirar sua fé na música que fazem. O disco retoma algumas faixas do primeiro EP, mas também nos apresenta novos rumos como a corajosa “Rookmaker” ou o belo rock oitentista “Seguro Vou”. Sou suspeito pra falar deles, então é melhor parar por aqui.

Destaco, por fim, a trupe carioca do coletivo Echo: Alforria e Eduardo Mano, que lançaram seus trabalhos (o primeiro um pack com 2 músicas, já o Mano o álbum Velhas Verdades) via Internet, na independência completa, mas com cuidado e talento o suficiente para chamar atenção. Fiquem de olho.

Merecem citação porque também mandaram bem: Ortinho, Karina Buhr, Pato Fu, Thiago Pethit, Nina Becker.

Música gringa

Apenas em seu terceiro álbum, The Suburbs, o Arcade Fire conseguiu me conquistar em definitivo. Antes, fiquei limitado a gostar de algumas poucas canções, mas sempre com certo abuso. Se a genial “Ready to Start” tocou zilhões de vezes na playlist, não ficaram também atrás a épica oitentista “Sprawn II” ou a saudosista “We Used To Wait”. Uma obra-prima que me ensinou a gostar dos seus 2 primeiros discos.

Mumford & Sons com Sigh No More foi o nome com raízes pra lá de contry que me deixou pilhado. Belíssimo CD, que leva você numa montanha russa bacanérrima em suas letras, no melhor estilo davídico no Salmo 23.

Eu citaria outras coisas, mas como agora eu sou um blogueiro irresponsável, eu não ouvi outras coisas atentamente. Certamente estarão em posts futuros nomes como Sufjan Stevens fugindo do folk ou Gorillaz gravando tudo num iPad.

Fico por aqui. Nos próximos dias: melhores filmes e uma retrospectiva nova.

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[Música] Tiago Germano elege o seus 20 discos nacionais preferidos de 2009

Cidadão Instigado

Valei-me Cortázar, que essa lista é, à sua maneira, muitas listas, e o leitor fica convidado a seguir suas possibilidades e ordená-la ou desordená-la da forma que lhe apetecer. Ao final, três apostas para o ano corrente e duas frustrações do que passou. Os critérios foram assumidamente parciais e os comentários não buscam traduzir nada além da neurótica impressão do autor de que está se esquecendo de alguma coisa, e ainda vai se arrepender muito por esse post.

Nota do editor: todos os links para download disponibilizados abaixo, só estão aqui por notarmos que os próprios artistas assim o fizeram ao longo dos últimos meses – seja através de um lançamento oficial ou não. Logo, se você não quer o link da sua banda aqui, nos peça que retiramos. Não nos processe – somos lisos e sem dinheiro para indenizações.

20. “Dois”, Partimpim

A brilhante versão de “Assim Sem Você”, de Claudinho e Bochecha, era o carro-chefe da primeira incursão de Adriana Calcanhotto como Partimpim, seu alterego entre as crianças. Agora a aposta está em dar tons pueris a “Gatinha Manhosa”, de Erasmo Carlos. E não para por aí: Partimpim brinca com Villa-Lobos, João Gilberto, Caetano e até Bob Dylan.

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19. “Pequeno Cidadão”, vários

Desconsidere o rótulo de infantil, pois o trabalho é de gente grande. Arnaldo Antunes, Antônio Pinto, Edgar Scandurra e sua esposa Taciana Barros reuniram a turminha e fizeram este CD que você vai comprar pro filho mas guardar na prateleira alta da toyart.

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18. “A Passeio”, Porcas Borboletas

Como a própria banda admite, “irreverência” virou salvo-conduto para a babaquice. Começa no Youtube e não leva a outro lugar que a Garagem do Faustão. Sempre houve as exceções (Wander Wildner e Cérebro Eletrônico, por exemplo, e Flávio C., para citar algo mais perto de nós). Nessa lista há duas delas: Charme Chulo, mais adiante, e Porcas Borboletas.

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17. “Há Braços”, Adeíldo Vieira

Num ano em que a maioria das bandas paraibanas lançou EP´s, destaque para o segundo CD de Adeíldo Vieira, ótimo letrista e arranjador, vencedor da etapa estadual do Festival Nacional de Música da Associação de Rádios Públicas Brasileiras. “Há Braços” chegou em dezembro e correu por fora para integrar a lista.

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16. “Zii e Zie”, Caetano Veloso

Na primeira empreitada com a banda Cê, talvez levado pela mocidade de Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, Caetano radicalizou. Agora, os músicos é que parecem mais sintonizados à sua “vibe” experimental. Dá gosto ver como Caetano, com uma pequena ajuda de seus amigos, têm conseguido driblar a artrite paralisante do tempo com sua obra recente.

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15. “Banda Gentileza”, Banda Gentileza

Agora sem o nome mas ainda com a voz e as cordas de Heitor na banda, o sexteto curitibano foi buscar inspiração até no leste europeu pra compor este CD, gravado em dez dias e produzido por Plínio Profeta (Grammy com Lenine e quase o topo com Tiê nesta modesta lista). Disco coeso, um début e tanto.

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14. “Como Num Filme Sem Um Fim”, Pública

Não é só mais uma banda de britpop gaúcha (o que o Cachorro Grande morre querendo ser). A revelação do VMB de 2009 é uma grata surpresa e sabe prestar tributo ao rock inglês sem soar desfigurada. Mais: é tanto mais interessante quanto menos se aproxima de suas influências em busca da autenticidade.

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13. “C_mpl_te”, Móveis Coloniais de Acaju

Talvez não exista no Brasil outro grupo que exerça domínio tão pleno sobre o seu público e consiga orquestrá-lo de tal maneira quanto os Móveis Coloniais de Acaju. Este CD, porém, prova que os Móveis não precisam de um palco para ser o que literalmente são: uma grande banda.

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12. “Cha Cha Cha”, Retrofoguetes

A velha-guarda-nem-tão-velha-assim da música instrumental brasileira aqui se manifesta num álbum eclético, que agrega à sua tradicional levada surf music ritmos latinos como o tango e o bolero. Um CD que merece ser filmado.

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11. “Feriado Pessoal”, Bruna Caram

Outra revelação, a jovem cantora paulista lançou seu segundo álbum depois de revelar o que havia de melhor na recente safra de vozes femininas da MPB com “Essa Menina” (2007). O novo trabalho conta com inéditas e releituras de canções como “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, de Lô e Márcio Borges, que abre o disco com insuspeita força e põe Bruna ombro a ombro com nomes como Mariana Aydar, Roberta Sá, Ana Cañas, Andréia Dias, entre outras.

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10. “Hominis Canidae”, Eu Serei a Hiena

Macaco Bong, Pata de Elefante, Burro Morto, Eu Serei a Hiena… Hoje em dia ficou fácil reconhecer os pendores instrumentais de uma banda: é só procurar a baia do zoológico em que ela resolveu se batizar. Este quarteto, formado por membros dos Ratos (ops…) de Porão, Dance of Days, Good Intentions, entre outras, tem a mão pesada do hardcore, mas sabe aliviá-la e colocar todo o virtuosismo do gênero a serviço de um barulho menos agressivo aos ouvidos.

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9. “Vagarosa”, Céu

O que tem Céu que as outras cantoras não têm? “Vagarosa” dá pelo menos 15 respostas diferentes a esta pergunta, e se a dúvida persistir por que não simplesmente olhar pra ela e ficar com a resposta mais fácil?

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8. “Tudo Que Eu Sempre Sonhei”, Pullovers

A banda cantava em inglês, o som era bacana mas você com seus seis meses de Cultura Inglesa não entendia muito bem as letras. Aí eles começaram a compor em português, você passou a entender o que eles falavam e parou de gostar da banda. Você já viu o filme, mas não espere esse final com os Pullovers. A primeira incursão da banda com o idioma é certeira, e o apelo nerd (em faixas como “Futebol de Óculos”) sedutor.

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7. “Nova Onda Caipira”, Charme Chulo

O “chulo” está na formação: você até já deve ter visto grupo de rock sem guitarra, sem baixo, mas com uma viola caipira talvez seja a primeira vez. O “charme” fica por conta do vocalista Igor Filus, uma das poucas figuras realmente carismáticas do rock brasileiro atual, um Ian Curtis meio jeca que faz um som que flerta com o sertanejo e está sempre no limiar da paródia.

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6. “Manacá”, Manacá

Num ano em que a cena independente carioca ficou marcada, pelo menos pra mim, como mais um da longa procrastinação de Do Amor (justiça seja feita, quase toda a banda estava ocupada com Caetano Veloso) e como mais um ano em que não precisei me envergonhar por gostar tanto de Moptop (já que o próximo CD, pelo jeito, só vai entrar na lista do ano que vem), o Manacá debutou em silêncio, no finalzinho de novembro, com todo o lirismo de Letícia Persiles, esta compositora promissora.

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5. “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”, Otto

Otto venceu meu preconceito contra sua música com uma mãozinha de Fernando Catatau e Julieta Venegas (que já operara milagres em mim com relação a Lenine – e nada pessoal com os pernambucanos: adoro por exemplo o Lirinha, que também participa deste CD colaborativo). Meu comentário, também colaborativo, pega emprestada a metáfora do próprio Otto: as canções deste álbum são flores do longo inverno pelo qual passava a carreira do artista, há seis anos sem gravar inéditas.

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4. “Iê Iê Iê”, Arnaldo Antunes

Arnaldo já é um compositor sofisticado. Sofisticá-lo não é pra qualquer um: só mesmo músicos como Edgar Scandurra, Curumin e Marcelo Jeneci para encarar a tarefa. “Eu quero pôr Rita Pavone no ringtone do meu celular”, diz Arnaldo em “Envelhecer”. Esta faixa já ganhou o do meu desde a primeira audição e estaria fácil numa lista de melhores músicas (que prometi pra mim mesmo que não vou fazer).

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3. “Chorume”, Numismata

Correria o risco de dizer que a cena independente paulista já seria uma cena somente com esta banda, não fosse reducionista o suficiente ter que escolher 20 discos favoritos entre os tantos que escutei e os mais que talvez nunca terei a oportunidade de escutar (e que certamente substituiriam alguns dessa lista, tivesse eu mais um ano para ouvi-los). É que “Chorume” é muitos discos em um só, e põe o Numismata num patamar pouco alcançado pelas bandas que usam a tal “maquiagem indie” tão criticada pelo dono desta casa: o daquelas que permanecem atrativas, mesmo depois que o calor dos holofotes derrete todo o pó.

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2. “Sweet Jardim”, Tiê

Na propalada “Nova Geração da MPB”, que praticamente ecoa ao som de timbres femininos, Tiê está num entrelugar: não joga nem no time do sambarock nem do folk. Talvez seja isso o que dê personalidade ao seu primeiro CD, que consegue ser intimista sem escamotear aquele mau gosto musical comum a outros dois times: o dos “intimistas” e o dos “conceituais”.

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1. “Uhuuu!”, Cidadão Instigado

Fernando Catatau, a exemplo do que outrora aconteceu com Caetano e Djavan, acaba de inscrever seu nome entre os verbetes da música brasileira. É que 2009 foi o ano da “catataulização”, quando o terceiro lançamento de sua banda foi quase que unanimemente apontado como o melhor do ano, e o músico esteve diretamente envolvido em pelo menos três outros lançamentos que não podiam deixar de faltar em qualquer lista como esta: “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”, de Otto, “Vagarosa”, de Céu, e “Iê Iê Iê”, de Arnaldo Antunes.

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- Três apostas para 2010: Bazar Pamplona, Do Amor e Supercordas.

- Três bandas superestimadas em 2009: Garotas Suecas, Holger e Ecos Falsos.

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TOP 5 melhores filmes do primeiro semestre de 2009

Sem justificativas frágeis, basta clicar nas imagens que você irá direto para os artigos sobre os 5 melhores filmes do primeiro semestre de 2009, segundo este editor.

5. O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON

4. CORALINE E O MUNDO SECRETO

3. QUEIME DEPOIS DE LER

2. O LUTADOR

1. GRAN TORINO

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