Posts Tagged with Dança
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O dubstep mais sensacional de todos os tempos da última semana

Com uma das músicas preferidas de 2011, ficou ainda melhor. Prestem atenção aos 4 minutos e 20 segundos. É de pirar o cabeção.

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[Dança] Fotos e teaser experimental do espetáculo ‘Ponto de Vista’, da ACena

Alguns cliques que fiz no ensaio aberto do espetáculo Ponto de Vista, no último sábado. É a nova empreitada da galera da ACena (Fazendo Arte) e vale muito a pena. Saiba mais sobre a temporada no blog do grupo.

As fotos estão liberadas para divulgação, mas dê o crédito a Ricardo Oliveira, também conhecido como eu mesmo.

Abaixo você confere o meu retorno aos vídeos experimentais que eu investi tanto, tempos atrás. Registrei trechos do espetáculo e editei uma brincadeira visual que espero que os agrade. Dê preferência a assistir em HD:

Este é o retorno do canal do Diversitá no YouTube. Aproveite e se inscreva!

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[Dança] Curta temporada de ‘As Três Irmãs’, da Paralelo Cia de Dança

Fotos: Herval Freire

Hoje, amanhã e domingo, assim como dias 11, 12 e 13 de junho, acontece a curta temporada de As Três Irmãs, da Paralelo Cia de Dança na sala Bigorna, do Cilaio Ribeiro. O espetáculo é inspirado na peça homônima escrita por Anton Tchekhov em 1900. No ano em que o autor e dramaturgo completaria 150 anos, é uma boa pedida ir assistir As Três Irmãs no fim de semana.

Fui convidado para uma sessão na quarta-feira e de cara já é interessante a proposta do espetáculo: nos tirar do palco italiano tradicional e tentar nos levar para um novo ambiente. Não lembro de ter visto isto sendo aplicado a dança aqui em João Pessoa, mas meu histórico também não é o mais garantido. Na sala menor, que é a Bigorna, a experiência nos leva a estar mais próximos destas três irmãs, que apesar de não nos contarem histórias, falam sobre sua vida nos movimentos e em suas relações com um urso de pelúcia e uma ramalhete de flores. É sobre sentir-se imerso no tédio, na distância, na saudade, nas mudanças – está tudo lá. Falta ao espetáculo pequenos ajustes para essa imersão ser mais intensa, como trabalhar mais detalhes cenográficos e de figurino, tal qual investir mais no trabalho das expressões faciais e movimentos que identifiquem melhor as personagens.

SERVIÇO

As Três Irmãs, da Paralelo Cia de Dança
Direção: Joyce Barbosa
Onde: Espaço Bigorna, no Cilaio Ribeiro (Av. General Osório, s/n, Centro, na esquina oposta ao Banco Real)
Quando: 04, 05 e 06; 11, 12 e 13, sempre às 20h.
Quanto: R$ 5 (estudante) e R$ 10.

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[Rápido&Rasteiro]: Comentários sobre o cinema, o teatro e a dança do final de semana

Zumbilândia

ZUMBILÂNDIA, de Ruben Fleischer

É bem provável que o que faz de Zumbilândia um filme extremamente legal é justamente a sua despretensão quase completa. O sentimento de que “isso tudo é só pra tirar onda” era constante enquanto eu assistia. Não fosse a perda de tempo com o romance adolescente, aí sim seria um filme completamente sem pretensões mais frágeis. Necessário para o mercado, claro. Nem tudo mundo pega o humor-nerd que pode haver no personagem de Jesse Eisenberg e obviamente se encanta mais pelo jeitão caipira de sempre (ótimo) do Woody Harrelson. Porém, não consigo lembrar de muitas comédias adultas que eu tenha visto nos últimos meses com cenas tãos divertidas como aqui (isso pra não falar do Bill Murray).

Negrinha - Foto: Adalberto Lima

Foto: Adalberto Lima

NEGRINHA, de Sara Antunes e Luiz Fernando Marques

Por si só, já temos uma provocação no nome do espetáculo, especialmente para quem foi assistí-lo sem saber nada a respeito, como eu. Havia apenas recebido a indicação de que era uma peça com um texto bonito. Não demorou para ter certeza de que Astier Basílio, que havia dado a sugestão, estava completamente certo. Há tempos que não assistia um espetáculo com texto original tão bom. Isso, por duas razões que me ocorreram durante o espetáculo: (1) Negrinha é extremamente político, sem deixar que isso se sobreponha à poesia da fala. Vemos uma personagem que mexe com nossos preconceitos, nossas expectativas, provoca-nos (especialmente a alguns espectadores que interagem mais diretamente), mas nunca é panfletária. Isto porque valoriza um olhar e não um discurso. (2) A poesia da texto é menos ou mais evidente em alguns trechos, mas sabe até onde pode ir sem a pretensão do efeito. Veja então como o espetáculo chega a um equilíbrio claro entre um possível discurso politizado e os excessos do jogo de palavras. Negrinha está neste meio de campo e o faz com genialidade que nos comove. Sara Antunes domina a cena, ressignificando objetos, palavras, sons, gestos, mas especialmente conceitos: o que é uma cor para você?

"Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças"

Foto: Izabela Figueiredo

PARA ACORDAR OS HOMENS E ADORMECER AS CRIANÇAS, de Leonardo Ramos

Rituais de passagem são inevitáveis na vida de qualquer um, tal qual a gravidade neste planeta que habitamos. Daí o tanto de chão e de saltos que há na dança deste espetáculo do Ballet de Londrina. É importante lembrar, então, que no amadurecimento da adolescência para a vida adulta, tudo geralmente é meio confuso e, por vezes, doloroso. Esta gravidade não apenas nos puxa, mas também nos entorta, nos empurra – especialmente para o chão e para outros corpos (vice-versa). Um momento de beleza sem igual neste caminho, será ser suspenso no ar por quem nos cria, nos ajuda, nos faz girar para ver o mundo que está vindo de encontro a este homem que acorda. É certo que o espetáculo não consegue manter sua beleza em todo tempo, especialmente por uma trilha sonora excessivamente ilustrativa, redundante. Porém, como poucas coisas que se vê em cena hoje em dia, Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças, tem um certo tom de esperança sobre essas transições serem mais amenas – o que é, no mínimo, válido.

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Dança embriagada de afeto: algumas palavras sobre “Tempo de Verão”

A engrenagem de Tempo de Verão, da Marcia Milhazes Cia de Dança, é formada basicamente pela embriaguez de afeto. Os bailarinos no palco estão a todo tempo externando em dança aquilo que seus personagens sentem. Marcia nos traz aquilo que parece funcionar o tempo todo como um filme passando de trás para frente. Todos os movimentos nos remetem ao exercício da lembrança, do saudoso, daquilo que se viveu e faz do olhar algo perdidamente delicioso. Sim, pois em Tempo de Verão há mais olhares do que temos habitualmente numa dança. No espetáculo temos os olhares embriagados de afeto, cegos de paixão, de solidão e de companhia. Olhares que constroem as coreografias e nos transmitem o exercício de imaginação sobre o fora-de-cena. Isso sem falar nos passos virtuosos (e como dançam bem…) que as duas bailarinas nos trazem, levando a pensar sobre valsinhas, sambas, boleros, abraços, beijos, liberdades e prisões. Tempo de Verão é lúdico e me fez rir com seu melodrama dançado. Um espetáculo sobre as adolecências dos nossos amores aparentemente adultos e sempre bom-humorados quando revistos tempos depois.

Ricardo Oliveira assistiu ‘Tempo de Verão’ dia 07 de junho de 2009 no teatro Paulo Pontes, João Pessoa – PB

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Fotos: Divulgação

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“Tempo de Verão” em única apresentação neste domingo

Premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e vencedora do 1º Prêmio Bravo Prime de Cultura, em 2005, Tempo de Verão da Cia. de Dança Márcia Milhazes, estará aqui na capital este domingo às 20h no Teatro Paulo Pontes.

O espetáculo homenageia a melancolia poética presente nas valsas brasileiras de compositores como Cartola e Orlando Silva. Em entrevista para o site Uol, a coreógrafa disse que no palco os intérpretes representam as expectativas e frustrações das relações afetivas possíveis em um simbólico triângulo e que os quadros expõem, pouco a pouco, as realidades solitárias de cada personagem.

Márcia Milhazes também dará uma oficina amanhã de 8h às 11h na Escola de Dança do Espaço Cultural. Em entrevista para o jornal O Norte online, a coreógrafa disse que essa oficina terá seu foco no estímulo e trabalho técnico e teórico, em busca da consciência do corpo se transformando em movimento.

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