Posts Tagged with Cinema
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O Grande Gatsby: remix Luhrmann

Tem algo de noir em O Grande Gatsby, novo filme de Baz Luhrmann. Especialmente na segunda metade, o filme ganha ares de Crepúsculo dos Deuses e a partir daí começa a flertar mais com o clássico de Billy Wilder. O ápice chega na cena do clímax final, quando homenageia claramente o filme de 1950. Calma, isso não quer dizer que ele seja um filme noir. Luhrmann é sempre remix e seu cinema é um recheado de apropriações pop que, por vezes, são vazias. Não parece ser o caso, aqui. Os remixes se encaixam muito bem e isso se evidencia especialmente na força da trilha sonora. Quando Jay-Z entra como canção de um cabaré novayorquino dos anos 1920, fazendo o seu hip-hop remixado ao jazz, o filme mostra mais do que uma estilização vintage, mas uma prova de que não há nada de novo no front. A primeira cena de festa na casa de Gatsby, por sinal, poderia ter a trilha sonora trocada por um quickstep tradicional que daria tudo certo.

Escrevo sem conhecer o livro de Fitzgerald ou o filme de 1974, mas da fita de Luhrmann, me interessa até os exageros. Lastimável que se continue ainda hoje, sem freios, escrevendo textos sobre filmes onde se compara a obra ao livro original ou algum outro filme anterior. Vamos lá, camaradas: o filme é o filme e o esforço comparativo deveria ficar restrito no máximo às discussões de fãs numa mesa de bar. Luhrmann e suas inconsistências chega ao seu melhor filme com o The Great Gatsby, presenteando Leonardo Di Caprio com um dos seus melhores papéis – voltando até a ser galã, sem deixar de ser grande em cena.

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Círculo de Fogo!

NADA MAIS POR HOJE.

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Um toque de pecado, de Jia Zhang-ke

O mesmo diretor de “Still Life”.

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Um mashup da trilogia Homem de Ferro

Num decréscimo de qualidade, a trilogia Homem de Ferro marca história apenas nos efeitos especiais. Mas a dica de Alê Gustavo é sensacional. Sempre tem um fã pra melhorar o trabalho de alguém.

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Mais ficção científica para 2013

Dia desses eu listei uma penca de ficções científicas que eu colocava fichas pra 2013. Eram tantas que eu me surpreendi enquanto fazia a lista:

O que eu não fazia ideia é que depois ainda surgiriam outros títulos, não encontrados na primeira pesquisa. E vamos a eles:

ENDER’S GAME


 

EUROPA REPORT

GRAVITY

Dos que eu listei na primeira parte, já vi o primeiro que estreou: Oblivion. Gostei. Com ressalvas, claro, mas nada que tire o brilho. Desde a versão de Tron do mesmo diretor, achava que ele tinha interesse na crítica às novas tecnologias, sem desmerecê-las ou coloca-las como vilãs. E este rumo está por lá.

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Mostra Cinema Mundial Contemporâneo
"Tabu", de Miguel Gomes

“Tabu”, de Miguel Gomes

Lá na UFPB, marcando o início do semestre do curso que se existisse alguns anos atrás, eu teria feito: cinema. Curadoria de Arthur Lins e Marcel Vieira. Do nível de importância da Cine Arte JP, tendo em vista o peso das escolhas. Lembrou o rico tempo do Cineclube Corte-Seco, que tomou conta da Sala Aruana no Decom por alguns meses nos anos 10. Da lista abaixo, vi Tabu essa semana – um alienígena português essencial; Na Cidade de Sylvia – uma poesia visual sobre a busca por um rosto, sobre voyeurismo; Mal dos Trópicos – este, um alienígena mais distante, como que de Plutão.

Bem que queria estar na mostra, mas os horários, infelizmente ou felizmente, só favorecem aos estudantes e relacionados.

Horário: Das 14hs às 19hs.
Local: Auditório da TV Universitária/NUDOC.

SEGUNDA, 13 / 05
Tabu (dir. Miguel Gomes, 118 min.)
Sexta à noite (dir. Claire Denis, 90 min.)

TERÇA, 14/05
A liberdade (dir. Lisandro Alonso, 73 min.)
No quarto da Vanda (dir. Pedro Costa, 171 min.)

QUARTA 15/ 05
Millenium Mambo (dir. Hou Hsiao-Hsien, 120 min.)
Na cidade de Sylvia (dir. José Luis Guerin, 84 min.)

QUINTA 16/ 05
Mal dos trópicos (dir.Apichatpong Weerasethakul, 118 min.)
Hahaha (dir Sang-soo Hong, 115 min.)

Horário: Das 14hs às 19hs.
Local: Auditório da TV Universitária/NUDOC.

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