Archive for August, 2012
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Palavrantiga, sobre o mesmo chão

Sim, amigos. Está chegando! Novo disco do Palavrantiga sai em breve (agora em setembro, mesmo) e se chamará “Sobre o Mesmo Chão”.

A canção nova você ouve no teaser acima, que esquenta as panelas para a banda sentar à nossa mesa mais uma vez. A letra? Olhai, já com cifras pra aprender a tocar também:

Sobre o Mesmo Chão

Tom: E

Intro: G#m B E C#m

B G#m D#m
Sobre o mesmo chão está o Muro
B D#m
E do Lado de lá, que você esqueceu
B G#m
Meu chão é o mundo
D#m E
Tem dois lados em guerra
B
Meu mundo é este chão
D#m D#º
Onde você cresceu e eu também

C#m
Ao Redor de muitos
E
Me apontaram as cercas e os muros
B
Eu quis o caminho, Roguei pela vida

C#m
E vou subvertendo o mundo
E B
Amando a esperança que salta os muros
C#m G#m B E C#m
e brinca arteira com tua criança, a fé “tá” na vida

Refrão 2x:
G#m B
Sobre o mesmo chão
E C#m
Bem dentro do mundo
D#m E D#m E
A banda passou
D#m E D#m E
O amor se espalhando
C#m G#m
Ainda está sobre o Mesmo Chão

(Repete Tudo)

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Tanlan e seu dia a mais

Fábio Bass do Tanlan manda avisar que saiu disco novo pra ouvir online, “Um Dia a Mais”.

E vou dizer que soou muito bem aqui nos headphones. Um belo, belo avanço diante do que já era bem massa.

Sim, Tanlan estará na Oxigênio 2012, aqui pertinho no Recife – tocando junto a nomes que frequentam o Diversitá como Lucas Souza e Leeland.

Será interessante demais ver o encontro, no mesmo evento, de Tanlan e Resgate, onde a mais nova tem influências claras dos veteranos. Os arranjos e letras do novo disco, especialmente quando passeia pelas influências de Foo Fighters e Switchfoot, estão sensacionais.

Tô no gás pra setembro, Fábio.

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Born and Raised acústico

Algumas canções do último disco de John Mayer, em arranjos acústicos. A dica foi do sr. Rafael Porto e a minha impressão é de que isso soou melhor que o disco – que é legal, mas ficou devendo.

É uma boa playlist pra semana.

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Neomad e os quadrinhos interativos

Quadrinhos e graphic novels começaram a povoar meu mundo bem recentemente (além do padrão tirinhas/turma-da-mônica, claro), mas tem sido uma paixão intensa. Não paro de comprar álbuns dos autores que fogem ao mundo dos super heróis, com Craig Thompson, David Small, Alison Bechdel, Rafael Coutinho e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá.

Recentemente, uma descoberta saborosa foi a HQ interativa “Neomad” para iPad, assinada por Sutu e o Yijala Yala Project. A história é futurista e cyberpunk, sobre uma espécie de mundo pós-apocalíptico e mistura até trechos em vídeo, com atores mirins e tudo mais. Abaixo, o trailer da série que será dividida em episódios num aplicativo que custa US$ 2,99 e vale cada centavo.

Sutu é o autor de uma outra HQ interativa, a Nawlz, também disponível online e para iPad. A relação entre HQs e tablets ainda vem sendo bastante subexplorada, mas isso aqui são rumos bem interessantes:

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A vertigem de Kane e os 250 melhores filmes de todos os tempos

Foi um “susto” interessante: depois de décadas no topo, “Cidadão Kane” (Orson Welles) perdeu o posto de melhor filme de todos os tempos para “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock. Ainda que para mim seja difícil dizer se é uma decisão justa, posso falar sem medo que tenho mais carinho pelo novo primeiro lugar. Este artigo que fiz ainda na época do curso de jornalismo pode dar pistas, mas a questão “Por que Vertigo?” foi ligeiramente bem resolvida em texto indicado por Inara, no blog do IMS. Um trecho abaixo:

“Mas desconfio que, a par desse motivo, há também um certo fator inercial a justificar a longa permanência do filme [Cidadão Kane] no alto do pódio. Durante meio século, foi como se a disputa fosse apenas pelas outras colocações, pois o primeiro lugar era cativo. Há uma certa segurança, um certo conforto, em reforçar o cânone, como se isso nos garantisse que o sol seguirá nascendo todos os dias.

O caráter revolucionário de Kane talvez tenha se diluído ao longo das décadas, na percepção das gerações mais novas de críticos e cinéfilos. A geração que recebeu o maior impacto está acabando. De lá para cá, as drásticas inovações do filme tornaram-se moeda corrente do bom cinema, ao mesmo tempo em que ficaram mais estridentes seus excessos estilísticos.”

A lista da revista inglesa Sight & Sound é uma daquelas que você deve, sim, dar atenção – diferente das listas americanas, que são excessivamente americocentradas. Ainda que ela tenha algumas ansiedades, colocando alguns contemporâneos que mal respiraram (como “Árvore da Vida” ou “Melancolia”, por exemplo), é bastante completa no propósito de ser um panorama. Um dos maiores injustiçados é Gus Van Sant e a ausência de sua obra-prima “Elefante”.

Abaixo segue a lista completinha, com as marcações do que já assisti (em negrito) e os meus preferidos (com asterisco). Os votantes são figuras ligadas ao cinema de todo o mundo, incluindo cineastas como Tarantino, Scorcesse e Woody Allen, além de críticos, estudiosos etc. Logo após a lista completa, você confere os preferidos destes cineastas e outros. Os meus? Não me arrisco.

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Intocáveis (Olivier Nakache e Éric Toledano, 2011)

É necessário começar afirmando que o trailer deste filme o vende quase como um qualquer-coisa-enlatado. Não é por aí. “Intocáveis” e seu humor áspero e seu descompromisso em “parecer bonitinho” me remeteu direto a certos trechos de “Escafandro e a Borboleta”, que vi apenas neste ano.

As opções em mãos poderiam levar facilmente a dupla de diretores às soluções fáceis para uma construção piegas da narrativa: contato entre riqueza e pobreza; a perfeita capacidade de andar e a completa incapacidade de se mover, do pescoço pra baixo; a França tradicional e culta diante dos imigrantes africanos com seus costumes e “ignorâncias”.

E ainda que se permita a tantos pequenos clichês, “Intocáveis” é muito maior. É lição de vida sem querer ser, justo porque zomba dos sermões, dos discursos programados para salvar – daqueles candidatos ao cargo de ajudante que, com respostas prontas, são pós-graduados em auxílio aos deficientes. Eles sentem pena – justo o que Philippe não precisa.

Claramente interessado nesta dinâmica de não soar perdido em algum didatismo sobre “como viver melhor no caso de você se tornar tetraplégico”, o filme até carece de melhor conflito, para um clímax mais forte. As resoluções são simples e às vezes nem a sentimos adequadamente – como a separação momentânea entre os dois, por exemplo. O que vale observar, porém, é que justamente esta fórmula “grande conflito” seguido de “grande retorno” é típica do cinema enlatado e podemos viver um pouco sem ela.

A cena inicial de “Intocáveis” revela muito sobre o significa a relação entre os dois: Driss e Philippe tornam-se comparsas. Ao fim, sabemos do que fogem. Não é da polícia ou dos medos, mas da vida. Não no sentido de negar a realidade, mas fugir em direção à afirmação de que pode-se, às vezes, transcende-la, indo sem rumo, focado em apenas respirar a vida que realmente importa.

Vi “Intocáveis” no Festival Varilux, em cartaz no Cinespaço. A sessão é digital, mas ao menos está satisfatória (ao contrário do que vem sendo as experiências mais recentes no multiplex). Há uma última sessão do filme nesta segunda, às 18h. Confira a programação completa com trailers.

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Carolina Ferraz e o Amor

cabelo curto, nariz empinado, filtro vintage e o amor.

a dica foi de Carol ~magali~ Marques.

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