Archive for May, 2012
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Novos sons (4): James Vincent McMorrow

Vincent é um irlandês de presença tímida nos registros em vídeo que o mostram cantando. A voz dele, porém, não tem nada de tímida.

O disco é do ano passado e eu só descobri em 2012, mas é uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. Vocês concordam?

James Vincent McMorrow - Early in The Morning

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O mundo das mídias sociais, segundo Arnaldo Branco

E ele avisa que vai lançar livro novo, “O mau humor”, no próximo dia 6. De quebra, ainda terá seu universo animalesco transformado em animação no Tosco TV, novo programa do Canal Brasil.

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Novos Sons (3): Alabama Shakes

- Sr., estamos tentando entender a voz da srta. Brittany Howard, mas o procedimento é complexo, sr.
- Mas vocês têm que me dar uma explicação sobre isso.
- Estamos tentando, sr. Estamos tentando.

Alabama Shakes - Boys and Girls

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O eterno sereno que a gente tanto quer

“As coisas se constituíram assim…”. “Constituíram…”. Usaram essa expressão comigo há algumas semanas e não consegui me desgrudar dela. Talvez esteja mais apaixonado pela sonoridade do que pelo que ela pode mudar se comparada a outras, sinônimas. Soa diferente falar que as coisas se construíram assim, se formaram assim. Mas o que quero mesmo dizer é que nessa frase existe alguma redescoberta sobre o passado sempre que penso nela outra vez. Dizer “as coisas se constituíram assim” é olhar para os acontecimentos com mais leveza, como se os erros tivessem que merecer apenas atenção suficiente – não pouca, que nos faria cair na ilusão, ou muita, nos levando uma culpa desgastante. O certo, mesmo, é que faz uma diferença danada levar as coisas com mais leveza.

“Serenidade é um movimento de dança diante do caos”Serenidade é um tipo de benção que deveria ser considerada mais seriamente. A gente enxerga melhor algumas coisas e outras a gente nem nota, só porque não vale a pena dar atenção àquilo. Não deixa de ser um movimento espiritual progressivo que se faz: às vezes vai ser necessário “transcender” pra escapar e se manter longe a fúria batendo à porta. Aí se canta até com mais propriedade que “sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus”.

Não se trata exatamente de um lugar para estar e que se consiga habitar toda hora – isso a gente tem certeza que não se alcança, pelo menos não aqui, agora. Mas visitar com certa frequência cai bem, muito bem. Diferente de ser calmo ou de obedecer certas rotinas que demonstram fisicamente este sentimento, serenidade é mais um movimento de dança diante do caos. Esbarrar no caótico toda hora (não é assim, hoje?) deveria funcionar mais como aquela contemplação em “Melancolia”, do Von Trier. É escolher entre ser sugado pela gravidade do planeta prestes a esbarrar no nosso ou só respirar. E parar par apenas respirar, hoje, não é uma posição de passividade frente ao turbilhão. Como ouvi um tempo atrás e ainda carrego comigo: se ficar estressado resolvesse, era um mundo belo que teríamos hoje.

É desse scary world que a gente morre de medo. De quem não tem receio de pisar no outro pra garantir o seu (esqueça os políticos, tô falando de gente), de quem garante muito que seu juízo é sempre acima do bem e do mal, por motivos inexplicáveis (ou não). A gente se assusta toda hora com as atrocidades do outro, tão perto de nós. Ou mesmo porque nós agimos assim, sem pensar. Confesso que deve me faltar mais “transcendência cristã” pra suportar isso. Se as vivências e sentimentos muitas vezes andam frágeis neste sentido, lembro da música que talvez tenha sido a mais espiritual de todas que ouvi nos últimos meses. É nesse tipo de confiança numa eternidade (atemporal, infinita, só pra lembrar), cantada por Marcelo Camelo, que parece valer a pena apoiar a busca pela serenidade: “já não tenho medo do mundo, sou filho da eternidade”. O eterno sereno que a gente tanto quer, porém, passa e a gente não vê. Às vezes, as coisas se constituem assim, mas não é por isso que elas devam ser assim pra sempre.

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Novos Sons (2): Mahmundi

Capa do primeiro EP de Mahmundi

Mahmundi já não é novidade pra muita gente, mas ainda não havia falado dela por aqui no blog. Marcela (cuja origem não-mencionada em lugar nenhum é o ótimo Velho Irlandês, hoje em nova fase) lança 6 canções que vão entre o animar uma pista até o suficiente pra acalmar a alma num pôr-do-sol. Destaque para “Calor do Amor”, “Quase Sempre” e “Desaguar” (que fez seu nome girar numa velocidade incrível na web). “Fotografe” pra mim ainda permanece muito mais forte na memória como uma grande canção a partir do registro original, de dois anos atrás – mais rock. Ouve aí o EP da moça:

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5 discos geniais (da década passada) que passaram despercebidos

Cinco obras que nunca saíram da minha playlist, cinco nomes da música independente americana, cinco discos inesquecíveis. Do rock beatlemaníaco de Webb, passando pelo blue/jazz do casal “the rhine”, seguindo pelo piano rock contemplativo que “dorme por último”, chegando ao pop com pitadas folk-jazzísticas de Rice, até terminar no indie folk-rock do Jars. Tem de tudo.

Derek Webb – The Ringing Bell (2007)

Melhor faixa: The End/The Very End



Sleeping At Last – Storyboards (2009)

Melhor faixa: Side by Side



Over The Rhine – The Trumpet Child (2007)

Melhor faixa: I Don’t Wanna Waste Your Time



Chris Rice – What a Heart is Beating For (2007)

Melhor faixa: What a Heart is Beating For



Jars of Clay – Good Monsters (2007)

Melhor faixa: Dead Man (Carry Me)



Grande ano, 2007, hein? Contam as lendas que o Diversitá nasceu em 2007 ;-). Sim, amigos, em janeiro deste ano o blog completou 5 anos e a gente não comemorou ainda porque vem coisa boa vindo por aí. Eu avisei.

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Novos sons (1): Of Monsters and Men

Direto da Islândia, um som pra quem gosta de Arcade Fire, Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e Bon Iver.

O disco de estreia deles, “My Head is An Animal”, é deste ano e deve estar na minha lista de melhores de 2012:

Of Monsters and Men - My Head Is An Animal

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