Archive for February, 2011
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Jon Foreman: Somebody’s baby

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Dead Island: zumbis num trailer que te faz (quase) chorar

Num exercício transmidiático excepcional, Dead Island muda completamente o rumo esperado e inova em seu trailer de um FPS de zumbis. Bravo.

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“Não há nada gratuito, exceto a graça de Deus”: Bravura Indômita

Longe de ser uma espécie de “moral da história”, sempre há no cinema dos irmãos Coen uma marca geral de qual o caminho trilhado pelo filme. Há algum personagem, trecho ou fala que é a representação ou símbolo-geral do enredo. Em Onde os Fracos Não Têm Vez, um dos seus melhores filmes, e vencedor do Oscar, uma deixa ficou famosa: “Call it, friendo“. Ela é dita por Anton Chigurh (Javier Barden) para obrigar alguém a decidir sobre sua vida num jogo de cara ou coroa. Em Bravura Indômita, que estreia hoje nos cinemas paraibanos, tudo se resume a uma frase dita logo no início, por nossa narradora Mattie Ross: “não há nada gratuito, exceto a graça de Deus”.

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Alguns pensamentos sobre Cisne Negro e Aronofsky

Meu interesse pelo cinema de Aronofsky só aumenta. Antes de Cisne, havia assistido apenas “O Lutador”, que considero uma bela obra, ainda que faltem pequenos retoques.

Mas Aronofsky é destes diretores que faz filmes deliciosamente imperfeitos. São maravilhosos porque são feitos com paixão desenfreada por seus protagonistas – assim, únicos.

Ele é cineasta de respirações: desde Mickey Rourke[bb] em “O Lutador”, há um trabalho de captar a fluência do andar e do fôlego falindo. Já em “Cisne Negro”, ele preocupa-se em captar o respirar nervoso, a pele em “mutação”, o sangue de Natalie Portman. Não sei dizer, por desconhecimento da filmografia de Darren, se em “Pi”, “Fonte da Vida” ou “Réquien por um Sonho”, ele chegou ir além do seu realismo trabalhado de “O Lutador”, e namorou com o terror psicológico.

O filme demora um pouco a engrenar, porque se sustenta bastante no vigor que há na transformação da personagem de Portman. Esta transformação, contudo, quando nos surge em tela, traz um dos momentos mais vigorosos de se assistir no cinema – tendo em vista representações de ritual de passagem na vida de alguém.

Se ainda buscarmos rimas com “O Lutador”, Aronofsky[bb] se evidencia como um diretor de extremos e, consequentemente, de fins. Os dois filmes terminam com uma entrega completa, que denuncia desesperos e fugas em que pouco importam idades ou gerações: surgem de relações de aflição, patologias, anseios.

Acho belo, verdadeiro e preciso ter em casa pra rever e ouvir o que Aronofsky acha disso tudo que filma.

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