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Zumbilândia

ZUMBILÂNDIA, de Ruben Fleischer

É bem provável que o que faz de Zumbilândia um filme extremamente legal é justamente a sua despretensão quase completa. O sentimento de que “isso tudo é só pra tirar onda” era constante enquanto eu assistia. Não fosse a perda de tempo com o romance adolescente, aí sim seria um filme completamente sem pretensões mais frágeis. Necessário para o mercado, claro. Nem tudo mundo pega o humor-nerd que pode haver no personagem de Jesse Eisenberg e obviamente se encanta mais pelo jeitão caipira de sempre (ótimo) do Woody Harrelson. Porém, não consigo lembrar de muitas comédias adultas que eu tenha visto nos últimos meses com cenas tãos divertidas como aqui (isso pra não falar do Bill Murray).

Negrinha - Foto: Adalberto Lima

Foto: Adalberto Lima

NEGRINHA, de Sara Antunes e Luiz Fernando Marques

Por si só, já temos uma provocação no nome do espetáculo, especialmente para quem foi assistí-lo sem saber nada a respeito, como eu. Havia apenas recebido a indicação de que era uma peça com um texto bonito. Não demorou para ter certeza de que Astier Basílio, que havia dado a sugestão, estava completamente certo. Há tempos que não assistia um espetáculo com texto original tão bom. Isso, por duas razões que me ocorreram durante o espetáculo: (1) Negrinha é extremamente político, sem deixar que isso se sobreponha à poesia da fala. Vemos uma personagem que mexe com nossos preconceitos, nossas expectativas, provoca-nos (especialmente a alguns espectadores que interagem mais diretamente), mas nunca é panfletária. Isto porque valoriza um olhar e não um discurso. (2) A poesia da texto é menos ou mais evidente em alguns trechos, mas sabe até onde pode ir sem a pretensão do efeito. Veja então como o espetáculo chega a um equilíbrio claro entre um possível discurso politizado e os excessos do jogo de palavras. Negrinha está neste meio de campo e o faz com genialidade que nos comove. Sara Antunes domina a cena, ressignificando objetos, palavras, sons, gestos, mas especialmente conceitos: o que é uma cor para você?

"Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças"

Foto: Izabela Figueiredo

PARA ACORDAR OS HOMENS E ADORMECER AS CRIANÇAS, de Leonardo Ramos

Rituais de passagem são inevitáveis na vida de qualquer um, tal qual a gravidade neste planeta que habitamos. Daí o tanto de chão e de saltos que há na dança deste espetáculo do Ballet de Londrina. É importante lembrar, então, que no amadurecimento da adolescência para a vida adulta, tudo geralmente é meio confuso e, por vezes, doloroso. Esta gravidade não apenas nos puxa, mas também nos entorta, nos empurra – especialmente para o chão e para outros corpos (vice-versa). Um momento de beleza sem igual neste caminho, será ser suspenso no ar por quem nos cria, nos ajuda, nos faz girar para ver o mundo que está vindo de encontro a este homem que acorda. É certo que o espetáculo não consegue manter sua beleza em todo tempo, especialmente por uma trilha sonora excessivamente ilustrativa, redundante. Porém, como poucas coisas que se vê em cena hoje em dia, Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças, tem um certo tom de esperança sobre essas transições serem mais amenas – o que é, no mínimo, válido.

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  1. lyral (Reply) Em 9 de March de 2010

    zombieland é sensacional, eu ia falar sobre o bill murray no filme mas você já comentou e estragou tudo que tinha bolado pra dizer! haha recomendo fortemente para quem tiver interesse em ver algum filme divertido. ia esquecendo de comentar sobre a brutalidade do tallahassee quando mata os zombies, tem algumas cenas impagáveis. abraço

  2. Ricardo Oliveira (Reply) Em 9 de March de 2010

    Rapaz, as cenas dele são sempre as melhores. Supermercado + Park (quando ele atira com a metralhadora se segurando no brinquedo em movimento só com uma mão…UH).

  3. paulo (Reply) Em 9 de March de 2010

    Zombieland eh legal msm.