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A personagem Katie em "Atividade Paranormal"
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É um engano acreditar que um filme de terror, para ser bom, deve apenas saber dar grandes sustos na plateia. Afinal, há décadas a noção de “susto” no cinema virou clichê fácil: sons bastante graves ou agudos extremos preparam-nos para um pulo na cadeira ou para uma pista falsa. Simples assim. Outra técnica utilizada é o jogo[bb] com o imaginário popular, através de símbolos de medo que sejam universais, ligados a algum tipo de ideia mística-religiosa. É utilizando todas estas técnicas que Atividade Paranormal tenta vender a ideia de um documentário espontâneo, feito pelos próprios “personagens reais”. Katie e Micah passam a morar juntos e na nova casa sofrem com barulhos e situações misteriosas à noite. Micah compra uma câmera profissional e passa a registrar tudo, especialmente quando estão dormindo. Os sustos crescem em obviedade e a inexperiência dos dois atores não nos ajuda a entrar no clima. Na proposta nada inovadora do filme (sim, você lembrou de A Bruxa de Blair) faltou um certo sal, para enfim sair da normalidade.

Originalmente publicado no guia Cenário Cultural, novembro de 2009.

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