Archive for November, 2009
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[Comunicação] Diversitá promove 1º Workshop de Mídias Sociais neste sábado

Mídias Sociais

O 1º Workshop de Mídias Sociais é a melhor oportunidade para descobrir o potencial e as tendências de ferramentas essenciais para os novos caminhos da comunicação. As mídias sociais têm sido aclamadas como a revolução da comunicação. Na verdade, elas representam uma grande evolução que soma a socialidade que sempre tivemos às novas tecnologias. Seu grande avanço é impressionante: em poucos meses, uma rede social de internet pode crescer de milhares para milhões de usuários cadastrados.

Neste treinamento os participantes terão a oportunidade de estudar questões como:

•    Entenda a cultura da participação
•    Conheça o “prosumidor”
•    Twitter e Orkut servem como mídia publicitária ou jornalística?
•    Inovação e tendências nas mídias digitais
•    A força dos aplicativos sociais
•    Política e mídias sociais: o marketing mobilizador
•    Cases de sucesso e principais erros

Estes, entre outros temas, serão abordados por Ricardo Oliveira. O palestrante é jornalista, assessor para mídias digitais e pesquisador acadêmico do assunto, no mestrado em comunicação da UFPB.

Sala São Paulo do Imperial Hotel - FOTO: Toddy HollandO Workshop terá a duração de 6 horas (com 3 intervalos) e acontecerá no dia 28 de novembro às 9h na Sala São Paulo do Imperial Hotel. Os participantes terão direito a dois coffee breaks, slides exclusivos e certificado.

O Imperial Hotel fica à beira-mar de Tambaú, próximo a diversas lanchonetes, restaurantes, lojas de conveniência e sorveterias. O lugar ainda conta com excelente estrutura para os participantes, incluindo hall aconchegante, wi-fi livre e restaurante interno. O espaço ideal para participantes que venham de outras cidades e desejem hospedagem de qualidade.

As inscrições continuam abertas e tem dois valores:

INDIVIDUAL – R$ 25,00 + 1kg de alimento não perecível* (entregar no dia do evento)
GRUPO (a partir de 5 pessoas) – R$ 20,00 + 1kg de alimento não perecível.

As inscrições para o Workshop de Mídias Sociais acontecem exclusivamente no Clube do Assinante Jornal da Paraíba. O Jornal da Paraíba está situado à Rua Mons. Walfredo Leal, 258 – Tambiá e as inscrições podem ser feitas de segunda a sexta em horário comercial.

*Os alimentos serão doados para o Instituto Um27, uma organização não governamental que trabalha com justiça social e ações de misericórdia em comunidades carentes da grande João Pessoa.

O Workshop de Mídias Sociais é promovido pelo Diveristá e tem o apoio do Clube do Assinante do Jornal da Paraíba e do Imperial Hotel.

SERVIÇO:

Workshop de Mídias Sociais
Palestrante: Ricardo Oliveira
Data: 28 de novembro
Local: Sala São Paulo do Imperial Hotel, Tambaú.
Horários: de 9h às 12h e das 14h às 17h.
Site: www.workshop.diversita.com.br

CONTATOS:
Clube do Assinante do Jornal da Paraíba (ponto de inscrição): 83-2106.1863
E-mail: workshop@diversita.com.br

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[Cinema] Leia o fast review da ficção científica ‘Substitutos’, por Ricardo Oliveira

Substitutos
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Logo de cara, Substitutos deixa tudo às claras: é explicitamente radical contra a ideia contemporânea do homem interagir com o mundo através da cibernética. Mesmo que você, como eu, não concorde de maneira geral com a ideia, o filme vale a pena por uma razão simples: não é apenas sobre tecnologia que ele discute. Já assistimos histórias sobre robôs em meio aos humanos ou estes vivendo com “avatares” em mundos virtuais. Entretanto, talvez nunca presenciamos a possibilidade da humanidade escolher ser substituída por ciborgues bioesteticamente perfeitos. A dinâmica do filme é falha, mas cativa quando nos faz perceber que esta possibilidade não é só consequência do avanço tecnológico. Sempre usamos máscaras na sociedade, aparentando virtudes que tentam disfarçar nossos vícios. Em Substitutos o vício é a própria máscara tecnológica – com a falsa ideia de segurança e liberdade. Dentre as tensões da trama que oscila entre o bom e o frágil, o filme é ao menos coerente em sua crítica. Equivocada ou não, merece um olhar atento.

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[Relevância] 10 coisas importantes que eu aprendi no TEDxSP 2009

TEDxSP

Fotos: Alê Gustavo / Blenderhead Studio

TED é um evento criado em 1984, a princípio, para falar sobre inovação em tecnologia, entretenimento e design. Com o passar do tempo, o evento acabou por agregar novas possibilidades, mais engajadas e preocupadas com relevância social no planeta. Logo, seu slogan resume tudo: ideias que merecem ser espalhadas. O TEDxSP é a versão brasileira da coisa, realizada de forma independente (recebe apenas os direitos de usar o nome). A programação aqui no Brasil foi realizada pela Webcitzen em parceria com a produtora Colmeia e aconteceu no Teatro da Móoca, anexo à faculdade Anhembi-Morumbi.

Lounge do eventoParticipar do TEDxSP foi um desafio. Eu sabia que estaria em São Paulo no dia (14 de novembro) e eu sou fã das TED Talks (versões em vídeo que podem ser assistidas gratuitamente na web). Acontece que a seleção do evento é bastante audaciosa, por assim dizer. O formulário não te pergunta em quê você é formado ou coisas do gênero, mas o que você tem a oferecer ao Brasil e ao mundo; o que você já fez de importante na sua vida. Ou seja, coisas pra lá de subjetivas e que medem muito pouco as capacidades de alguém. Entrei no clima e esperei, até que enfim, fui aceito, graças a uma forcinha do amigo Wilian Olivato.

Auditório lotado: mais de 700 pessoasA produção foi incrível: havia conforto, qualidade, comida abundante e, considerando um evento gratuito para quem participou (sim, eu disse gratuito), era de se ficar boquiaberto. Os palestrantes selecionados passaram pelo excepcional, agradável e desnecessário. Sim, a meu ver, havia alguns nomes que, apesar de terem algo importante a dizer, não sabem como lidar com a situação de expôr bem suas ideias.

O objetivo desse post é compartilhar um pouco do que aprendi por lá, de forma resumida. Afinal, se eu tive a mega oportunidade de estar num evento importante, para apenas 700 pessoas dentro da imensidão nacional, seria estupidez não trazer ao menos algo legal do que recebi. Os palestrantes foram convidados a responder a pergunta “o que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje?”. Seguem algumas ideias:

10 coisas importantes que eu aprendi no TEDxSP 2009

01. Augusto de Franco (Designer de Redes Sociais). Quanto mais você aumenta o grau de conexões de uma rede, menor o mundo fica. Isso incentiva, nestas redes, atores sociais engajados, inovação, criatividade. Logo, líderes em potencial surgem e algo importante é revelado: 1% de toda a rede é capaz de puxar ela inteira. “Small is powerfull”.

02. Casey Caplowe (Diretor de arte da Good Magazine). “Você nunca muda as coisas lutando contra sua existência. O ideal é criar algo novo que torne o velho, obsoleto”,  Bucky Fuller. Casey acredita que o Brasil tem a oferecer ao mundo o “awesomepower”.

03. Denis Burgierman (Jornalista). “Problemas bons são aqueles que podem ser redefinidos”. O Brasil é cheio de problemas mal-definidos e os problemas são o combustível para uma comunidade criativa. Auto-governo é a solução.

04. Fábio Barbosa (Presidente do Grupo Santander). “Se esta geração não deixar um mundo melhor para os nossos filhos, ao menos deixará filhos melhores para este mundo”.

05. Fernanda Viégas (Designer, pesquisadora do Media Lab -  MIT). A apresentação dela foi mais um panorama da ferramenta genial chamada Many Eyes. Nela, qualquer pessoa pode cadastrar uma base de dados e transformar a informação em algo visual.

06. João Paulo Cavalcanti (publicitário – LiveAD, BOX1824). O Brasil é o país da paixão pelo outro, aberto ao diálogo. Isso nos permite ser o país da colaboração.

07. Regiza Cazé (atriz). “O Brasil pode ser a vanguarda do anti-gueto”.

08. Ronaldo Lemos (advogado e representante do Creative Commons). Quando Chris Anderson veio ao Brasil, ele fez apenas uma exigência: encontrar-se com uma grande cantora de tecnobrega de Belém do Pará. Enquanto gravadoras no Brasil lançam menos de 100 CDs por ano/cada, o Tecnobrega lança em média 4.000 títulos por ano de forma independente. O Brasil tem por volta de 2.000 cinemas, 2.600 livrarias, 5.000 bibliotecas públicas e mais de 90 mil lan houses.

09. Roberta Faria (jornalista responsável pela revista Sorria). Roberta fez seu primeiro milhão antes dos 30 e doou inteiro ao GRAACC. Alguns dos seus segredos: boas intenções nunca bastam; grandes aventuras pedem companhia; mobilização é chave: se todos os chineses pularem juntos, um terremoto vai acontecer sim.

10. Paulo Saldiva (patologista). “No Brasil a gente pode morrer de infarto, mas nunca de tédio”.

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[Cinema] Fast review sobre o sucesso transmidiático ‘Distrito 9′, por Ricardo Oliveira

"Distrito 9"

A história de Distrito 9 já nos foi contada outras vezes. No “mundo real” ou no cinema, pouco importa: vivenciamos as mais diversas situações sobre segregação. O que há de original na premissa do diretor Neill Bloomkamp é apenas um detalhe que radicaliza o contexto. Se o apartheid poderia fazer negros ou brancos se culparem mutuamente na África do Sul, um movimento segregacionista com extraterrestres nos prova que todos podem ser desumanos. A analogia do “não-humano” permeia do toda a lógica do filme e é saboroso ver a destreza de Bloompkamp construindo-a: pouco a pouco, o protagonista Wikus (um fiscal das atividades dos aliens), vive uma redenção longe de caminhos piegas hollywoodianos. Sua infecção é o estopim do filme e leva-nos a amar ou odiar o personagem a cada cena. O enredo tem pequenos deslizes, normais para um diretor iniciante, como as relações de poder um tanto exageradas. Entretanto, a capacidade de Bloomkamp de contextualizar uma ficção científica dentro de favelas é tão bem elaborada, que logo esquecemos destes erros. Distrito 9 é um filme a ser estudado, discutido e apreciado por muitos anos.

Originalmente publicado no Guia Cenário Cultural.

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[Cinema] Confira o fast review sobre ‘Besouro’, por Ricardo Oliveira

"Besouro"

O imaginário brasileiro, por toda extensão do país, é rico em histórias que podem nos surpreender. Mais do que isso, podem nos aproximar de outras culturas – talvez aquelas milenares, do outro lado do mundo. Quem não lembra do sucesso que foi, na virada do século, a chegada do ballet-de-kung-fu-no-ar em “O Tigre e o Dragão”? Guerreiros voavam e tudo era mágico, belo, histórico. Eis, então, o que “Besouro” também pode ser. Retratando a capoeira na década de 1920, quando muitos negros ainda eram tratados como escravos nos engenhos, o diretor João Tikhomiroff consegue engatar a marcha dos filmes de ação nestas terras. A capoeira, para ele, é o nosso kung fu. Os efeitos estão incríveis e as figuras míticas, junto ao núcleo de vilões, proporcionam a tensão ideal para o filme. Todavia, os diálogos frágeis e baseados num didatismo engajado excessivo, são incômodos. A vingança de Besouro é violenta e tenta ser política, mas na construção do enredo, apenas a primeira parte é bem sucedida.

Publicado originalmente no Guia Cenário Cultural.

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