Archive for January, 2009
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Para seu fim de semana? Música e cinema!

cinema >>

Nesta sexta finalmente estreiam na capital paraibana dois filmes pelos quais eu venho esperando: A Troca (Clint Eastwood) e Queime Depois de Ler (Irmãos Cohen). De quebra ainda chega a comédia Sim, Senhor que também me puxa a assistir no cinema por causa do Jim Carey. Os três filmes estarão a partir de amanhã em todos os cinemas da capital e também temos pré-estreia do brasileiro Verônica.

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A gente tocando

Também na maravilhosa sexta-feira (amanhã) queria convidar vocês que gostam de um som piano/pop/rock pra me assistirem tocando lá no Busto de Tamandaré, no palco do Estação Nordeste. A banda que faço parte vai tocar na programação do Verão+ que ainda conta com apresentações de hip-hop, malabares e outras bandas. Vamos tocar a partir das 19h, com participação do grupo Boca na Rua, que fará malabares também durante as músicas. Será um show de quase 1h e seria um prazerzão encontrar os leitores paraibanos do blog por lá! Fazemos um som com influências de Mute Math, Hillsong United, David Crowder e Leeland. Vamos tocar 2 covers do United, uma do Lucas Souza, outra do Palavrantiga, além de 4 canções nossas. Apareçam! =)

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Já pra quem curte um som mais MPB com influências gerais de world music e rock progressivo, recomendo o show da cantora Eleonora Falcone, no próximo domingo (01), às 19h no Papagaio Pirata. Ela lançou no ano passado seu novo CD “Eu tenho um pedaço de sol que guardo comigo desde menina” que vem sendo bastante elogiado aqui no Nordeste. Para maiores informações, acesse o site da cantora e para ouvir algumas faixas, entre no MySpace.

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Ricardo Oliveira

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O que Benjamin Button tem a nos dizer

Com 13 indicações ao Oscar 2009, O Curioso Caso de Benjamin Button é um filme que tem grandes coisas a nos dizer. Este feito é sem enormes pretensões, como nas tentativas de Forrest Gump – que tem sido colocado como referência de forma equivocada. Temos aqui a confirmação de que o diretor David Fincher (O Clube da Luta) é um cineasta versátil e interessado nas essências escondidas do povo americano. Vale a pena atentar em como ele conseguiu imprimir na carismática e estranha figura interpretada por Brad Pitt uma beleza amarga pela situação vivida: nascer como velho e simplesmente ir ficando mais novo – portanto, não conseguir amadurecer naturalmente. As descobertas, vivências, o vigor físico são detalhes que se invertem como um relógio que anda para trás. É nesta obra (que faz uso sutil e sábio da tecnologia digital e dos efeitos especiais) que Brad Pitt continua se afirmando como bom ator, perto de uma Cate Blanchett sempre primorosa. Um filme que merece mais do que uma estatueta da Academia de Cinema Americano – mas nem David Fincher (como afirmou recentemente), nem nós ligamos muito pra isso. A gente apenas sabe que é um belo filme.

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Texto originalmente publicado no Guia Cenário Cultural. A edição desta quinzena está disponível a partir de hoje em diversos pontos da cidade (cinemas, principais bancas de revista, shoppings, bibliotecas, pontos de cultura, etc). Confira um preview aqui desta edição.

Ricardo Oliveira

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Vídeos musicais legais

O título tá uma porcaria, mas os vídeos realmente são muito bons. O primeiro deles eu achei no Jacaré Banguela numa recomendação por e-mail, e trata-se de uma bela piada com a famosa “cruz americana” da música. Explico: existe uma sequência de 4 acordes que é muito utilizada em toda música mundial, por ser simples, clichê e de fácil execução. Dependendo do modo como você a executa no braço de um violão, ela desenha mais ou menos uma cruz. A expressão “cruz americana” se tornou popular entre os guitarristas de hardcore que, frequentemente, usam dessa cadência.

Já o segundo vídeo é uma obra e tanto que está se viralizando pelo YouTube e tem tudo para bombar cada vez mais. Fábio Sampaio da ótima banda “Tanlan” cantou a capella e editou esta versão de “É preciso saber viver”. A brincadeira me lembrou também fantástico “The Sad Song” de Fredo Viola, que postei há uns tempos aqui no blog e que você pode assistir na sequência.


The Sad Song from Fredo Viola on Vimeo.

Ricardo Oliveira

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A ciência por trás de Benjamin Button

Se você assistiu ao Curioso Caso de Benjamin Button e ficou tão impressionado quanto eu observando os efeitos especiais para fazer de Brad Pitt um velho de 90 anos, vai adorar assistir esse vídeo. Uma espécie de making of antecipado do filme (daqueles que a gente só assiste em DVD), mostrando exatamente como funciona o processo tecnológico que transforma Pitt no sr. Benjamin. É fantástico e, claro, mostra o potencial do próprio Brad Pitt nos melhores momentos dele no filme, que são os iniciais.



Via Brainstorm#9

Ricardo Oliveira

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Entrevista com David Fincher na Folha Ilustrada

Por Leonardo Cruz

O norte-americano David Fincher vive o momento de maior reconhecimento de seu trabalho. Seu sétimo longa, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, recebeu ótimas críticas na imprensa, faz sucesso de público e, na quinta, obteve 13 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e diretor, a primeira desse cineasta de 46 anos.

No filme, em cartaz no Brasil, Brad Pitt interpreta o homem de relógio biológico invertido, que nasce velho e vai remoçando. Em sua trajetória está Daisy (Cate Blanchett), a mulher que ama. Entre os dois está o tempo, que os separa e os une ao longo de cerca de 80 anos.

A passagem do tempo é um tema caro a Fincher, já explorado em seu filme anterior, o ótimo “Zodíaco”, longa narrativa policial sobre um homem obcecado que dedica anos a perseguir um serial killer. Em “Button”, como o próprio diretor diz, o que está em questão é a passagem da vida, o que experimentamos e o que perdemos. Na última terça-feira, dois dias antes do anúncio dos indicados ao Oscar, Fincher conversou com a Folha por telefone, de Berlim, onde estava para divulgar “Benjamin Button”.

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FOLHA – Posso definir seu filme como uma história de amor assombrada pela morte?

DAVID FINCHER – Sim, sem dúvida. O filme não foge da linha das grandes histórias de amor de Hollywood. A diferença é que em “Benjamin Button” o vilão que manterá o casal separado é o tempo. E com o tempo vem a iminência da morte.

FOLHA – E isso o atraiu ao projeto?
FINCHER – Adoro a ideia de uma história de amor que rompe com a tradição do amor juvenil impossível. Eric [Roth, o roteirista] desenvolveu uma noção muito mais madura de romance, sobre essas duas pessoas que não conseguiriam viver separadas, mas que passam grande parte de suas vidas afastadas. Sobre um casal que optou por estar junto, e não era a escolha mais fácil. E a decisão de Daisy de estar lá, com ele e para ele, em seus momentos finais, é uma imagem belíssima, que resume essa relação.

FOLHA – A questão do tempo já era central em “Zodíaco”. Como você relaciona os dois filmes?
FINCHER – São estilos diferentes, mas “Zodíaco” já tinha elementos do que exploramos em “Button”. Naquele filme, há um jogo com a plateia, com as noções preconcebidas do que é uma investigação policial. A história vai se abrindo aos poucos, o tempo da investigação vai passando, se esgotando, e você percebe que não é um daqueles thrillers convencionais. Nesse sentido, este novo filme é parecido, e esse relógio que nunca para é, em “Benjamin Button”, a passagem da vida.

FOLHA – Ambos têm certa tristeza.
FINCHER – Não acho que “Benjamin Button” seja um filme triste. É um filme sobre as relações que experimentamos ao longo da vida, confrontadas com a perda dessas relações. Sobre as marcas que deixamos uns nos outros quando nos encontramos pelo caminho. Sobre dor, alegria, amor e remorso.

FOLHA – No filme, Button nasce fisicamente velho, mas mentalmente criança. Esse contraste reforça a solidão do personagem?
FINCHER – O filme apresenta para a plateia o que, a princípio, é o melhor dos mundos: amadurecer mentalmente e ganhar vigor físico ao mesmo tempo. Mas, conforme o filme avança, fica claro que o que parecia o melhor dos mundos é uma vida quase tão complicada quanto a de uma pessoa comum. Enquanto muitos filmes mostram um homem comum vivendo histórias extraordinárias, este é sobre um homem extraordinário vivendo histórias comuns.

FOLHA – Este foi seu terceiro filme com Brad Pitt. Recentemente, você o comparou a Paul Newman. Pitt é subavaliado como ator, há um interesse maior por sua vida privada?
FINCHER – Acredito que, apesar das muitas capas de tabloide sobre sua vida pessoal, Brad consegue fazer um bom trabalho. Há essa histeria sobre tudo o que envolve ele e a Angelina [Jolie]. Mas isso não interfere no fato de que ele é um bom ator e um grande colaborador. E muitos diretores partilham dessa visão, de que Brad consegue dar ao personagem aquilo que você planejou. Espero que, quando a histeria passar, mais pessoas percebam isso.

FOLHA – Seu filme usa muitos efeitos especiais, especialmente para fazer o rejuvenescimento de Button, mas sempre de forma sutil, para reforçar o realismo. Isso contrasta com os investimentos atuais de Hollywood em cinema 3D, com efeitos espetaculosos. Qual sua opinião sobre essa tecnologia?
FINCHER – Hollywood está buscando alternativas para continuar a atrair plateias para o cinema e, mais do que isso, para defender seus direitos autorais. A partir do momento em que, como no 3D, são necessários dois projetores de cinema para conseguir assistir a um filme, isso deixa de ser algo que alguém possa baixar na internet. Numa época em que há ofertas de filmes até para celulares (e não sou David Lynch para achar isso bom), o 3D é uma tentativa de preservar esse ritual pagão coletivo de ver um filme em uma sala de cinema, para que nos lembremos que não vivemos sozinhos. Mas não acho que todo filme tenha de ser em 3D nem colorido nem em som estéreo. Tudo depende da ferramenta necessária para contar cada história.

FOLHA – Já que você citou Lynch, quais são seus diretores favoritos?
FINCHER – Não tenho tido tempo para ver todos os filmes que gostaria, então estou sempre curioso para ver os filmes dos amigos. Estou ansioso pelo “Avatar”, de James Cameron.

FOLHA – E quais os filmes que despertaram seu interesse por cinema?
FINCHER – Eu era muito influenciado pelo meu pai, que era cinéfilo. Cresci vendo com ele os clássicos americanos. Numa semana, víamos “Cantando na Chuva”. Na outra, “Janela Indiscreta”. Na outra, “2001, uma Odisseia no Espaço”. Sempre no cinema, numa época pré-vídeo-cassete. E depois essa formação se completou na universidade, em cineclubes.

FOLHA – As indicações ao Oscar saem na próxima quinta e…
FINCHER – Na quinta?! Você está mais informado do que eu.

FOLHA – Mas seu filme deve ter indicações. Qual sua expectativa?
FINCHER – Nenhuma. Só quero continuar a fazer cinema.

FOLHA – Mas prêmios como o Oscar não são importantes a um filme?
FINCHER – Esses prêmios são importantes para pessoas que gostam de medir e comparar coisas. Para mim é muito difícil levar a sério a ideia de comparar quais os méritos de cada filme, de gêneros e propostas totalmente diferentes. É possível comparar uma pintura realista com uma impressionista?

FOLHA – Quais são seus próximos planos? Filmes futuros?
FINCHER – Estou cansado. “Button” e “Zodíaco” me tomaram quase sete anos. Quero dormir nos próximos quatro meses.

(entrevista publicada na versão impressa da Ilustrada deste domingo, 25/1)


via “Ilustrada no Cinema”

Obs.: Neste fim de semana sairá minha crítica sobre o filme no “Guia Cenário Cultural”. Assim que for publicada, trarei aqui para o blog também.

Ricardo Oliveira

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Tudo menos jornal

Quando eu dizia, logo nos primeiros períodos da faculdade de jornalismo, que eu era um estudante que não pretendia trabalhar em redações, alguns olhavam toscamente pra mim. Parece até que tinham faltado às visitas que nos levaram a fazer àqueles lugares cleans e cheio de gente sendo aparentemente sincera conosco, com frases do tipo: “se você trabalhar aqui, estará pronto para exercer sua profissão em qualquer jornal do planeta”. Humrum…

Via Malvados.

Ricardo Oliveira

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“Get On Your Boots” – o novo single do U2

Saiu nesta segunda-feira dia 19 de janeiro, sem vazar antes em lugar nenhum, o primeiro single do novo álbum do U2 – No Line on The Horizon. “Get on Your Boots” é uma pauleira das boas, com guitarras fantásticas (como sempre) do The Edge e uma letra cheia de ironia e estrofes diretas quanto a atual situação do planeta:

Free me from the dark dream
Candy bars, ice cream
All the kids are screaming
but the ghosts aren’t real
Here is what you gotta be
Love & community
Laughter is eternity if the joy is real

O último verso desta estrofe é especialmente belo no contexto.

O novo single está disponível para você curtir no próprio site do U2, aqui. Porém, eu tive problemas em carregar esta página, devido a minha conexão que não é lá muito rápida. Pesquisando, achei por aí uma versão para baixar aqui.

A letra completa de “Get on Your Boots” (com alguns errinhos).

Ricardo Oliveira

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