Archive for July, 2008
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Estréias de amanhã (01/08) em João Pessoa

Filmes de aventura voltando à moda e eu acho isso muito bom. Vital pra o cinema ter uma boa pipoca pra comer enquanto se assiste o Brendan Fraser pular por cima de 70 mil guerreiros egípcios que voltaram por causa de um erro desastrado, etc etc.

Logo abaixo então você confere a boa quantidade de filmes que aparecem neste fim de semana na capital. Como a gente odeia sinopses, deixo pra vocês os cartazes e os trailers de cada um deles. Em seguida, as salas onde estrearão. Boas sessões pra vocês.

A Múmia: Tumba do Imperador Dragão

Nas salas 05 (dublado) e 06 (legendado) do Box Cinemas e Tambiá 4 (legendado).

Amar… Não Tem Preço

Nas salas Mag 05 e Box 08 em cópias legendadas.


Banquete do Amor

Somente na sala Mag 02 (legendado).


O Signo da Cidade

Somente na sala Mag 04.

Diversitá agora é assim: antecipando pra você as estréias da sexta-feira! =)

por RICARDO OLIVEIRA

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A Marca da Maldade e o cinema noir

Filme-fronteira: A Marca da Maldade e o cinema noir*

Se pensarmos a história do cinema menos como linha reta e mais como teia, faz-se necessário iniciar esta breve reflexão com questionamentos que nos ajudam a montar (ou desmontar) um quebra-cabeça: o que David Lynch tem a ver com Fritz Lang? Quais as ligações possíveis entre as graphic novels de Frank Miller e os filmes de Billy Wilder? Existem pontes entre o Batman de Christopher Nolan e Orson Welles?

É pouco sensato afirmar que apenas um fator conecta todas estas referências. Seria tolo dizer que somente questões estéticas unem estes diretores e seus filmes, seu modo de fazer e ver a arte. Porém, ao mesmo tempo, negar as ligações conceituais devido a juízos de valor (que diminuam ou elevem os artistas de qualquer época), é voltar à linha reta e fechada que aqui pretendo evitar.

Ora, falamos de uma arte que se preocupa com o obscuro. Para tanto, não se nega a necessidade estética de buscar a imagem que represente de maneira ideal tal preocupação. É neste ponto onde o preto-e-branco (que para muitos era limitação) passa a ser solução ideal: ambigüidades, dualidades, o bem e o mal que existe em todos e em todo lugar, serão perfeitamente retratados apenas com duas cores.

Pensando neste mundo que estava cada vez mais dividido (neste maniqueísmo de bem e mal) durante e após a 2ª Guerra, surge um cinema interessado em retratar este sintoma. Ele não vem à tona enquanto movimento ou mesmo a partir de um grupo específico. Mas os interesses estético-conceituais em comum entre diretores como Fritz Lang, Billy Wilder, Nicholas Ray, Alfred Hitchcock, e mais precisamente John Huston com “O Falcão Maltês”, levam o crítico francês Nino Frank em 1946 a pensar na idéia de filme noir.

Este “negro” (noir em francês) não faz referência apenas ao visual. É bastante óbvio que a fotografia em alto contraste ou a grande quantidade de cenas rodadas à noite darão base para o adjetivo. Mas não é só isso: falamos de um cinema que parece cansado do mundo perfeito e corre em busca daquilo que está podre ou sujo e precisa ser exibido. Assim, veremos policiais corruptos, existencialistas, caçando criminosos nos subúrbios. Veremos musas interpretando  femmes fatales que encantam os policiais corruptos e mudam seus rumos. Tudo é cínico, soberbo e cheio de mal-estar.

Neste contexto, sem seguir qualquer tipo de “regra de movimento”, mas com características que o aproximam bastante deste ciclo dentro do cinema americano, Orson Welles retorna da Europa para dirigir “A Marca da Maldade” – filme que para muitos é considerado o último noir clássico. Com fortes influências barrocas e do expressionismo alemão, Welles traz em seu filme um apanhado visual de alto vigor. Com sua genialidade cheia de exagero, parece trabalhar sua inventividade à cada plano: o primeiro deles de tão expressivo tornou-se antológico. Falamos de um plano-sequência tenso, com mais de três minutos, “atravessando fronteiras” com uma câmera-grua.

Filme-fronteira, por sinal, pode ser uma boa síntese daquilo que é “A Marca da Maldade”. Em determinado momento do filme, o personagem de Charlton Heston afirma sobre o lugar onde toda a história se passa: “Cidades de fronteira sempre mostram o lado ruim do país”. Assim como tais cidades, o filme de Welles (e os lynchs, wilders, finchers…) mostram o que há de sujo neste mundo – e, certamente, em nós.

* Seminário apresentado no panorama “RETROvisor – Estéticas do Audiovisual” no dia 29 de julho/08.

por RICARDO OLIVEIRA

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RETROvisor – Estéticas do Audiovisual

Divulgo pra vocês, com um tantinho de atraso, este evento basicamente essencial para os interessados de verdade em cinema. Isto porque, poucas vezes, você verá uma curadoria tão afinada e justa. Uma sequência de seminários cujo objetivo é olhar para trás e não perder de vista filmes antológicos para o cinéfilo de hoje. Já rolou “Metrópolis”, “A Idade do Ouro”, “Cão Andaluz”. Amanhã é dia de “A Marca da Maldade” de Orson Welles (como protagonista na foto). Em todos os filmes são feitas pequenas apresentações/seminários da temática, estética e do próprio filme. Nesta terça este blogueiro que aqui escreve apresentará o filme. Vejam que perigo: ao final, teremos as palavras de ninguém menos que João Batista de Brito.

Precisa ficar claro que eu não sou nenhum especialista em Welles ou cinema noir (categoria na qual decidiram enquadrar “A Marca da Maldade”). Mas eu sou bem curioso sobre esse tema e me interessa bastante. Afinal, alguns dos diretores vitais de hoje e de ontem, circulam dentro desta temática, como Alfred Hitchcok, David Lynch, Michael Mann, Martin Scorcese e assim vai.

A coordenação geral é do professor Pedro Nunes e abaixo você pode conferir os detalhes finais. Amanhã, assim que chegar da exibição, publico o resumo do meu seminário.

RETROvisor
Estéticas do Audiovisual

Filmes Inventivos – Temáticas Polêmicas
Terças e Sextas – 14:00h às 18:00h
Sala Aruanda – DECOMTUR – UFPB

29/07/2008: A marca da Maldade(1958) – Orson Welles
01/08/2008: Hiroshima Meu Amor(1959) – Alain Resnais
08/08/2008: Oito e Meio(1963) – Federico Fellini
12/08/2008: Morte em Veneza(1971) – Luchino Visconti
15/08/2008: Laranja Mecânica(1971) – Stanley Kubrick
19/08/2008: Caravaggio(1986) – Derek Jarman
22/08/2008: Veludo Azul(1986) – David Lynch
26/08/2008: Última Tempestade(1991) – Peter Greenway
29/08/2008: Dog ville(2003) – Lars Von Trier
02/09/2008: O Homem Duplo(2006) – Richard Linklater

As inscrições ainda continuam abertas no DECONTUR.

Ricardo Oliveira

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MEME – Melhores filmes 1° semestre

Pra todo mundo refrescar a memória cinematográfica do primeiro semestre, cá estou eu lançando mais uma vez um Meme de cinema. O primeiro deles (5 filmes que mudaram minha vida) se espalhou pela blogosfera de um jeito que até me surpreendeu. Achei a corrente perdida por aí em blogs que eu nem conhecia. Esse, sem dúvida, é de menor porte, mas quero ver correndo por aí também.

Quais os 05 melhores filmes do primeiro semestre de 2008 para você?

Responda indicando o nome do filme e do diretor e, se você estiver a fim, escreva um pequeno comentário também (dê preferência a filmes lançados no cinema, porém, fique livre). Em seguida, indique no mínimo 03 blogueiros para responder a empreitada. Então, vamos lá:

1. Paranoid Park (Gus Van Sant)

O novo caminho traçado pelo gênio na análise da juventude americana é ainda mais desafiador. Desta vez ele recupera a exposição da mente do seus protaganistas (como em “Drugstore Cowboy”), mas permanecendo (e evoluindo) nos caminhos estéticos que vem traçando desde “Gerry”.

2. Apenas uma vez (John Carney)

Um filme para se amar ou odiar. Para amá-lo é necessário se deixar levar por seu ritmo de releitura do musical, do conceito da relação da música com a história, com o plano fílmico. Uma imagem quase frágil, quase despedaçada, como as memórias dos protagonistas – quebradas por frustrações amorosas.

3. Não Estou Lá (Todd Haynes)

Haynes se lança num cinema livre para falar de um personagem complexo. Quem é Bob Dylan? A pergunta adequada talvez seja “quantos dylans existem?”. Daí tantos atores (e uma atriz) para interpretar uma mesma pessoa. Ainda assim, nenhum deles se chama Bob Dylan – pois nenhum deles o é. E, ao mesmo tempo, todos eles são o ícone do folk.

4. Onde os fracos não têm vez (Joel e Ethan Cohen)

Os Cohen sempre retrataram mitos clássicos dentro de seus filmes. Uma das figuras principais é a do capiroto, coisa ruim, ele mesmo, o diabo. Desta vez, ao invés de uma referência, trabalharam com um personagem que não representa alguém, mas algo: Chigurh não é malvado, ele é o mal.

5. Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Tim Burton)

Sweeney Todd clama por vingança e isso nas mãos de Tim Burton significa que, como sempre, a morte será tratada com bastante humor. Neste musical à moda antiga o diretor mostra que sua câmera continua tão ágil quanto as navalhas de seu personagem principal: se um corta gargantas, o outro conta histórias que questionam nossas vontades mais bizarras.

Passo a bola para os blogueiros:

Telacast (e quero ver os 3 respondendo!)
Thiago Bomfim
Thiago Falcão
Astier Basílio
Raphael Porto
E você? Concorda com a lista? Coloca a sua aí nos comentários. =]

RICARDO OLIVEIRA

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Plantão Cinefilia – estréias

Estréias frias por todo Brasil. A temporada de grandes estréias do verão americano está acabando e agora temos que esperar pelo outono de lá (primavera aqui). Nomes como Blindness, 007, Burn After Reading vão chegar e a gente está esperando! Confira no PLANTÃO CINEFILIA a programação dos cinemas de João Pessoa e abaixo, os cartazes com link para os trailers.

RICARDO OLIVEIRA

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“Why so serious?” As frases do Coringa

Para aqueles que assim como eu ficaram fascinados com a qualidade dos diálogos do Coringa em Batman – O Cavaleiro das Trevas, deixo pra vocês algumas das frases deste personagem incrível. Como disse para algumas pessoas, essas frases, dentro do contexto de caos provocado por ele, dão uma tese e tanto sobre o mundo de hoje. Puxado do blog de Renato Thibes, o ótimo Registro Dissonante.

por RENATO THIBES

I believe whatever doesn’t kill you simply makes you stranger.
Eu acredito que tudo que não te mata, te deixa mais estranho.

Why so serious?
Por que tão sério?

A little fight in you. I like that.
Um pouco de conflito em você. Eu gosto disso.

You let me know when you start taking things a bit more seriously.
Me avise quando começar a levar as coisas mais a sério.

Introduce a little anarchy!
Introduza um pouco de anarquia!

This is what happens when an unstoppable force meets an immovable object.
Isso é o que acontece quando uma força que não se pode parar encontra um objeto imóvel.

I don’t wanna kill you. You complete me.
Eu não quero te matar. Você me completa.

And I thought my jokes were bad…
E eu achava que minhas piadas eram ruins…

I am an agent of chaos.
Eu sou um agente do caos.

Madness is like gravity. All it takes is a little push.
A loucura é como a gravidade. Só precisa de um empurrão.

Do I look like someone who has a plan?
Eu pareço alguém que tem um plano?

The only sensible way to live in this world is without rules!
O único modo razoável de se viver neste mundo é sem regras!

I’m not a monster. I’m just ahead of the curve.
Eu não sou um monstro. Só estou na vanguarda.

I’m a dog chasing cars. I wouldn’t know what to do if I caught one.
Sou um cachorro perseguindo carros. Eu não saberia o que fazer se alcançasse um.

If you’re good at something, never do it for free.
Se você é bom em alguma coisa, nunca a faça de graça.

(MAIS)

Fonte: REGISTRO DISSONANTE

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Humor negro em animação francesa

Uma animação docemente amarga de Christophe Alenda, da escola francesa Emile Cohl. A história de um carrasco e suas lembranças depois que a pena de morte foi abolida. Está no AnimaMundi 2008.

Fonte: SMELLYCAT

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