Archive for January, 2008
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Cinema: entre lendas e gângsters


A VIDA DOS OUTROS
de Florian Henckel von Donnersmarck

A beleza desta obra alemã infelizmente fica retida até certa parte do filme. Seu final deve ter sido a razão da conquista de um Oscar de melhor filme estrangeiro: infelizmente cai no bonitinho quase piegas que parece ter sido distante durante toda a outra parte do filme. É extremamente cativante observar a transformação do espião Wiesler em um vouyer da vida de outros que parecem mais felizes e isso se deve muito a excelente atuação de Ulrich Mühe, que infelizmente faleceu no ano passado. Tudo se passa na Alemanha socialista (pré-queda do muro de Berlim), contando a história deste espião que investiga um escritor e sua mulher, que uma atriz bonita e quase famosa.


EU SOU A LENDA
de Francis Lawrence

É no mínimo interessante notar a investida num cinema de ação com pouca música na maior parte do tempo. A soundtrackmania hollywoodiana seria uma primeira especulação antes de assistir ao filme e felizmente não é isso que encontramos, mesmo com pouquissímos diálogos. Logo, toda a contextualização da situação na primeira etapa do filme traz uma responsabilidade bem maior para as escolhas de Lawrence e as atuações de Smith e da cadela Samantha (incrivelmente bem treinada). O cuidado com os detalhes da nova ‘vida’ que o Dr. Robert Neville (Smith) leva é aquilo que faz de hollywood o “grande cinema” mundial. E toda essa ambientação contribui para que as cenas-chave como o resgate da cadela no prédio às escuras não se tornem vazias.

Evidente que a parte final decresce por razões que só o o roteirista e produtores explicarão. Não é possível compreender o porquê de não investir em alguns minutos a mais para explicar melhor o aparecimento de Anna e os desdobramentos. A personagem interpretada pela brazuca Alice Braga (surpresa para mim) surge e traz diversas consequências para a narrativa que mereciam um cuidado maior. O que temos, de repente, é o tratamento de questões espirituais numa linha shayamalaniana, porém, longe da mesma elegância que encontramos em Sinais, por exemplo. Tais questões, entretanto, não deixam de ser relevantes para espectadores ou ao próprio cinema: até que ponto a arte ainda tem a função de despertar reflexões a respeito da vida atual? E esta é a razão do filme estar como destaque desse mês no blog. Além do mais, já falei aqui que sou louco por filmes apocalípticos. Logo, espero ansiosamente pela próxima aparição de Alice Braga nas telonas gringas: em Blindness de Fernando Meirelles, ela fará a prostituta que também fica cega.


OS DONOS DA NOITE
de James Gray

Pena não poder escrever sobre ele antes de uma revisão. Temos aqui a parábola do filho pródigo parafraseada para o mundo das guerras entre traficantes e policiais nos anos 80. Bobby Green (um Joaquim Phoenix brilhante) é o gerente de uma grande boate onde rolam as grandes festas e drogas de Nova Iorque. Ao mesmo tempo, é filho do chefe da polícia que deseja que ele seja seu informante no combate ao narcotráfico. A fala do pai parece ser setença definitiva a Bobby: uma hora você terá de decidir entre estar do nosso lado ou do lado deles.

A precisão com que James Gray trata das escolhas de Bobby é de uma delicadeza pouco vista no cinema americano. Não espere encontrar câmeras nervosas ou extremismos desnecessários na narrativa. Se Gray decide nos mostrar lágrimas ou violência, o fará porque sabe muito bem como dirigir permitindo que os personagens respirem – afinal, o roteiro também é dele, o que é um raridade nos tempos de hoje. Sem dúvida será chamado de cansativo por alguns, mesmo não se tratando de um filme longo. O que ele tem, na verdade, são cenas antológicas como a perseguição de carros. Por fim, precisa ficar claro que falamos de uma obra-prima dos dramas familiares num nível bastante próximo ao de O Poderoso Chefão.


O GÂNGSTER
de Ridley Scott

Há uma clara melhora de Scott quando observamos as direções que ele decide tomar para contextualizar a história e seus personagens. Tanto o de Russel Crowe (um policial honesto) como o de Denzel Washington (um ex-guarda-costas de chefão do tráfico, agora responsável pelos negócios do seu patrão falecido) nos são apresentados como homens buscando ascensão, porém, enfrentando dilemas diretos com os que estão mais próximos deles. Entretanto, isso não é suficiente. O que temos é um filme amarrado a uma narrativa lenta em excesso já que não vemos grandes diálogos, mas apenas um diretor querendo contar uma história real do jeito mais dramático e pseudo-extremo possível. Uma câmera que pouco significa e uma série de tentativas de construir sentido que vão pouco além de clichês pobres. Se há algum mérito é na ótima atuação de Crowe, enquanto que Denzel fica para trás desta vez.

Ricardo Oliveira

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Aniversário do blog: você ganha os presentes


Este é o mês do primeiro aniversário do blog e, como prometido, cá estou eu anunciando mais uma promoção! A amiga Tainá Macedo, da grife Dreamstones presenteou para sorteio no blog uma de suas bolsas (foto). As coleções são famosas aqui pela capital e não é muito difícil achar uma menina usando suas bags estilo kitsch. E tem mais, hein!

Na última promoção eu havia comentado que tinha interesse em fazer algo exclusivo para os colegas blogueiros. Dito e feito: a Thomas Nelson Brasil deu ao DIVERSITÀ um exemplar de Como os pingüins me ajudaram a entender Deus (Blue Like Jazz) do ótimo Donald Miller. E é basicamente assim que funcionará dessa vez:

1. Sorteio da bolsa Dreamstones – aberto a todos os leitores e leitoras que enviarem um e-mail até o dia 08 de fevereiro contendo seu nome completo para contatodiversita@gmail.com. Para ter mais chances de ganhar, passe o link da promoção a um amigo e peça para ele que participe avisando que você o indicou.

2. Sorteio do livro de Donald Miller – exclusivo para blogueiros que divulgarem a promoção em seu blog completando a seguinte frase: “Eu leio DIVERSITÀ porque…” até o dia 08 de fevereiro. É necessário avisar nos comentários dessa postagem que está participando, deixando o link para que eu acesse.

Os vencedores serão sorteados no dia 08 de fevereiro. Como disse, no sorteio da bolsa, quanto mais colegas você conseguir te indicando, mais chances de ganhar!

Agradecimentos aos amigos Tainá Macedo e Sérgio Pavarini que foram essenciais para essa promoção acontecer.

Novo topo, nova fase. Agora de tempos em tempos o cabeçalho do blog será tomado por uma imagem que seja reflexo de uma das discussões das postagens. É isso ae. Aguardem mais novidades para amanhã!

Ricardo Oliveira

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Cinema: finalmente, finalmente!

Demorou, mas enfim, apareceram (logo de uma vez só) alguns filmes que merecem sua atenção nos cinemas de João Pessoa. Não dá pra reclamar que você e eu teremos um comecinho de ano cheio de coisa interessante pra assistir:

OS DONOS DA NOITE, James Gray

- A maioria dos críticos que eu leio o elegeu como um dos 5 melhores de 2007.

O GÂNGSTER, Ridley Scott

- Lá vem o Scott de novo… Ok, é um diretor que já encheu o saco de tanto filminho meia boca. Mas todo mundo está falando que dessa vez ele deixou de lado a maior parte das bobagens.

CONDUTA DE RISCO, Tony Gilroy

- Concorrendo a 77 mil Oscars. Veja a lista completa aqui.

MEU NOME NÃO É JOHNNY, Mauro Lima

- Esse não está na lista dos que demoraram. Por sinal, estreiou e vai muito bem. Trata-se da primeira grande bilheteria nacional de 2008: em três semanas já alcançou mais de 1 milhão de espectadores.

EU SOU A LENDA, Francis Lawrence

- Imperdível, ok? Não é perfeito, não, mas vale muito o ingresso. “Terminei” de assistir ontem e pretendo rever para escrever sobre ele. Estreiou na data prevista.

Além disso temos uma pré-estreia de O Diário de Uma Babá com a Scarlet que já vale o ingresso. Confira aqui e aqui o guia das sessões.

Ok, hoje é mais um dia de cinema “necessário”: não passei na prova prática da auto-escola.

Ricardo Oliveira

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Sumi

E agora voltei.

Terça-feira, acordo às 7h e tento enxergar o céu pela cortina azul. Se a manhã não for daquelas bem ensolaradas, dificilmente o dia não estará “nublado” pela posição que o enxergo no primeiro olhar. A cama fica colada na parede da janela e às vezes a tal olhada é o suficiente para desistir de qualquer atividade antes das 10h. A memória começa a funcionar a mil e lá vem a lembrança de que a disciplina da faculdade das terças e quintas “ainda não existe”. O professor aparece em novembro, verifica que sua sala foi ocupada por algum outro sem-teto do mundo acadâmico federal e desiste em poucas tentativas. Adios, vosotros. E nós ficamos aqui, na expectativa de que algo aconteça. E nada.

Desiste-se então de sair da cama e o máximo que você faz é levantar para desligar o despertador do celular – Chris Rice cantando não conseguiu convencer aquela velha preguiça matinal. Às 10h eu levanto de vez e depois dos permenores, vou ao computador. Fato é que em poucos minutos, sem mais nem menos, o bendito desliga. Tantas vezes eu tenho a impressão de que eles têm vida e se rebelam como qualquer um. O cheiro de queimado subiu suavemente e, na tentativa de re-ligá-lo fica claro que a fonte já era.

Tento me adaptar a idéia dolorosa de um dia ou dois sem PC. A coisa toda já faz parte do seu cotidiano de trabalho, diversão, conhecimento, inutilidades, trabalho, diversão e tudo mais que não consigo pensar. É relação afetiva sim, mesmo que não se queira admitir isso tão facilmente. Afinal, ainda falamos de uma máquina.

O primeiro refúgio, claro, é correr ao cinema. Fui ver Eu Sou A Lenda. Até a primeira hora o filme parece muito bom. E isso é tudo que tenho a dizer por enquanto: confundi horários da auto-escola e tive de sair justamente no segundo ato do filme. Dar umas murmuradas já era natural que nem respirar e eu me consertaria com Ele só depois de fazer balisa, garagem, meia-embreagem e isso de novo umas 3 ou 4 vezes.

Só no outro dia o PC foi ao conserto. Quando uma fonte queima, se você mesmo não resolver o problema, há tensão no ar. Vem à sua memória as péssimas impressões de que existem muitas chances de você perder alguns dos seus dados mais importantes – obviamente, se você aproveitar o “encejo” para dar uma geral na parte software. E pra quem usa computador por 8 ou 10 horas por dia, não pense que eu estou falando dos .docs da empresa ou de alguns .cdr’s. Eu falo de perder sua pasta de fontes ou a lista de favoritos que você acumulou no Firefox durante mais de 3 anos de uso sem precisar formatar tudo.

Dito e feito. Eu sempre lembro de avisar tudo para o técnico. Menos sobre isso. Afinal, se eu estivesse pronto para as surpresas que a máquina me proporcionou, teria me preparado. Mas foi a fonte que pegou desprevinido e fez de mim esse trapo que agora digita tudo isso. Ok, eu sou um chorão.

- Agora você começa tudo outra vez, Ricardo! Renove suas pastas, inclua novos sites, descubra outros esquecidos. Atualize os codecs, packs, programas e etc. Não há tanto motivo para lamento: você não perdeu todos seus mp3′s ou algo assim.

- Obrigado, consciência. Você é um amor.

Agradecimentos: a todos que passaram por aqui e deram parabéns ao blog. Graças a essa e a semana anterior que foram desajeitadas, as coisas andam meio morgadas e ultrapassadas por aqui. E já que é pra mudar tudo mesmo, aguardem.

Abraço’s,

Ricardo Oliveira

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Blog também faz aniversário

Obrigado a todos! T-o-d-o-s!

Essa semana, além das postagens do cotidiano, será de retrospectiva do melhor que rolou por aqui em 1 ano, ok? Exatamente no dia 15 de janeiro de 2007 este blog teve sua primeira postagem. Ainda hoje: NOVO SORTEIO DIVERSITÀ!

Ricardo Oliveira
UHU!

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EnBlogC

Ontem à tarde foi um tempo bem legal. Passei ae umas quatro horas ligadão através de uStream e Skype com a galera que se reuniu em São Paulo no Projeto 242. Foi o EnBlogC, aquilo que acreditamos ter sido o primeiro encontro oficial de blogueiros cristãos do Brasil – por sinal, não há sinais de encontros parecidos fora daqui. Claro que pela distância ficou inviável para mim, mas a galera providenciou tudo direitinho para os blogueiros de outros estados acompanharem tudo online. O que eu torcia mais para que rolasse, aconteceu: foi possível falar com eles através de Skype e não ficar limitado somente às palavras via chat do uStream. A foto acima vem do blog DoxaBrasil e conta com alguns dos presentes. É uma galera por quem eu realmente prezo. Para assistir ao vídeo do EnBlogC, acesse o canal do uStream.

Um abração pra os amigos Thiago, Poliane, Whaner, Pelica, Débora e Volney que estiveram presentes no encontro!

Ricardo Oliveira

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