Archive for August, 2007
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DIVERSITÀ vai e recomenda
Período:
31 de agosto a 23 de setembro de 2007

Horário de visitação:
Terça a domingo, das 9 às 12 e 14 às 17 horas

Local:
Igreja de São Francisco – Praça de São Francisco, S/N
Centro – João Pessoa – Paraíba
Fone: (83) 3218-4505

São 40 fotografias, 30×45, preto e branco, registrando a expressão no rosto de cada romeiro, unindo um sentimento de fé, entrega e devoção à imagem do Padre Cícero Romão Batista, chamado de ” Meu Padim Ciçu” por muitos. A romaria acontece todos os anos, na cidade do Juazeiro do Norte, localizada na região do cariri cearense. Essa exposição conta também com um texto de apresentação do arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto.

Repasso aqui o convite do meu amigo fotógrafo Ivan Correia. Estarei lá e, em breve no blog, detalhes sobre os trabalhos expostos.


Ricardo Oliveira

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Entre macacos e papagaios

A mesa-redonda aconteceu e contou com um debate relevante. Relevância, por sinal, foi o conceito mais discutido. Não, eu não viajei para São Paulo para assistir ou tive a oportunidade de conferir via TV Estadão, mas, graças ao blogueiro Rodrigo Barba que gravou tudo e disponibilizou no YouTube, conferi todos os 71 minutos que ele conseguiu gravar.

Logo de cara fiquei impressionado com a opinião bastante retrógrada do representante da academia. Gilson Schwartz, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, teve a infelicidade de continuar a generalização da agência Talent e afirmou que na internet tem muito lixo.

Claro, o que ele falou não deixa de ser verdade, mas o tom de acusação – como se nas mídias ditas mais tradicionais não existisse tal lixo – revelou um problema que trás consequências para a comunicação na internet: estamos muito preocupados em achar os problemas e expôr tudo isso (e acredito que essa seja a função da publicidade do Estadão) do que em descobrir formas de encarar essas problemáticas já buscando soluções.

Assistindo ao debate você poderá perceber que está muito mais evidente na nova geração (a exemplo do Edney) a busca por resolver tais problemas. Enquanto isso, a academia pareceu apenas exibir as broncas e mostrar que, ao invés de ser um dos principais canais de pensamento crítico e resolução, não tem investido tempo o suficiente analisando a nova dinâmica das redes virtuais – já que ao ser questionado por propostas Schwartz foi pouco prático.

É evidente que os blogs precisam melhorar. Muitos deles se propõem como algo crível e de boa reputação, mas, realmente não passam de papagaios ou macacos (animais, por sinal, muito presentes em todas as falas dos debatedores). A formatação do leitor e do blogueiro responsável e mais preparado se dará de qual forma? Essa foi a pergunta sem resposta na mesa-redonda. Obviamente ela passa por uma série de fatores, que vão desde as temáticas que são abordadas, que tipo de público seu blog tem, até o seu interesse em simplesmente monetizar um site de conteúdo bem vazio e pouco relevante.

Indispensável para os amigos estudantes de comunicação e blogueiros que acessam o DIVERSITÀ, deixo o vídeo para que vocês assistam. Coloquem pra carregar, vão ler Donald Miller e voltem para assistir este ótimo debate, vale os kilobytes. =)


Ricardo Oliveira

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Preview "Doxologia": raízes

Lucas Souza mostrou que realmente não brinca em serviço. Seu novo EP será lançado oficialmente no dia 15 de setembro, mas já está disponível em pré-venda. A compra pode ser feita no novo site da Farol Music, gravadora independente criada pelo próprio Lucas.

O EP está com um ótimo preço, entretanto, Lucas sabe que se não divulgar um preview, os fãs não o comprarão, pois precisa conquistá-los. Liberou para todo mundo ouvir e fazer download da releitura do hino Vós, Criaturas de Deus Pai, música que demonstra que a qualidade de sempre está mantida.

Verdade é que se o CD depender da beleza de sua capa será o melhor da carreira do Lucas. Apesar da simplicidade quase minimalista, me pareceu extremamente bem pensada, rica em conteúdo e adequada ao contexto. Toda árvore que vive, precisa de raízes. Creio ser esta a razão principal do projeto.

Confira o vídeo com trecho de outra música do CD, Antífona:

Ricardo Oliveira

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Podcast #04

Podcast da semana na área com ótimas músicas para os viciados em novidades como eu. Passo boa parte do tempo na internet em busca de novos álbuns que me façam continuar dando valor à boa música.

É com prazer então que trago algumas novidades e outras já menos novas, mas, não menos especiais:

1. Over The Rhine – Whom I Kiddin But Me
The Trumpet Child

O prazer de descobrir Over The Rhine este ano já está mais do que difundido no blog. A verdade é que a cada revisão sou surpreendido com novas nuances da voz e do piano desse casal fantástico.

2. Derek Webb – A Love That’s Stronger Than Our Fear
The Ringing Bell


Derek Webb não me atraiu logo de cara. Tive resistência justamente por suas influências. Ele deve gostar de Weezer e não sou tão fã da banda. Mas, na revisão as coisas melhoraram. Estranhamente isso sempre acontece comigo: não gosto do Weezer, mas dos que são influenciados pelo som deles. Algumas canções valem muito a pena, como essa que você encontra no podcast.


3. Darlene Zschek – Walk On (U2)

Kiss of Heaven


Editando o arquivo de hoje, tive a lembrança de que citei essa música há algum tempo no blog. Me senti como se estivesse devendo ela aos leitores e, agora, ouvintes. A versão da Darlene para essa linda música do U2 não é das melhores, mas vale audição. Ela canta junto ao vocalista do Delirious? e faz algo mais pop.

4. Jeff Caylor – Moving on Friday
Okay


Graças ao colega blogueiro Luís, consegui ouvir o Caylor. Ele recebeu cotação máxima por seu álbum na página de artistas indie do CMT. O som do Jeff é um pop desses mais refinados, com toques de John Mayer e algo folk. Soa muito bem e eis uma das canções que mais gostei no disco.

5. Mute Math – Picture
Mute Math


Eu sou suspeito pra falar da banda. Mas, fiz questão de inserir essa faixa, que talvez esteja entre aquelas menos conhecidas do CD. Isso porque achei que ela se encaixa um pouco com o clima do podcast de hoje. Certamente será a mais “pra cima” do arquivo, mas, não menos profunda.

Download (Botão direito, salvar destino como…)
Tamanho: 15mb
Duração: 00h20min56s

Ricardo Oliveira

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Orkut: novo layout, mais leve, mais Web 2.0

Pouca gente percebe mas o nosso famoso e querido orkut ainda é um site em versão beta. Sim, é a logomarca do portal que nos mostra. Isso quer dizer que seu sucesso é algo realmente que deve impressionar os produtores ao ponto de, a cada dia, eles desenvolverem novos detalhes que fazem dessa ferramenta melhor.

Nos últimos meses nós pudemos conferir ótimas novidades como a possibilidade de inserir feeds, responder scraps na sua própria página e a página de vídeos. Verdade é que tais utilidades foram surgindo e carregando cada vez mais nossa página principal e a dos outros usuários. O orkut foi ficando mais lento.

O que faltava? Ajustar exatamente o essencial para que o usuário se sinta confortável nesse “shopping center de relacionamentos”: o design. Faltava ao orkut ganhar cara de Web 2.0. Claro, não falo aqui dos conceitos de usabilidade da plataforma (até porque conheço pouco ou quase nada sobre o assunto), mas sim do seu estilo clean de ser, que tem se difundido na internet brasileira, especialmente através dos blogs da WordPress ou do novo formato de e-mail da Yahoo, por exemplo.

O orkut agora está mais branquinho, ganhou nova disposição em algumas funções como a lista de aniversariantes ou os depoimentos que você ainda não aceitou (que, por sinal, agora viraram os “recados secretos” do orkut). Tudo bem mais ágil, mais limpo.

Recentemente, programas como o PowerScrap, proporcionaram aos usuários insatisfeitos com a estética da rede, uma possível renovação de layout e, inclusive, inserção de widgets em seu blog, por exemplo. É possível que fatos como esse tenham levado o orkut a essa renovação extremamente importante para sua dinâmica no Brasil.

A dinâmica para descobrir novas amizades e comunidades continua e também foi aperfeiçoada no layout: a lista de amigos em comum (uma das minhas ferramentas preferidas) continua, junto da nova lista de comunidades em comum (clicar em “ver todas” e você poderá conferir isso em abas).

Aliás, essa deve ser a nova palavra chave do orkut: abas. Elas estão bem mais rápidas, facilitando muito mais a navegação e fazendo com que, cada vez mais, o orkut torne-se uma ferramenta cada vez mais atrativa para os usuários. Isso tudo inserido no fantástico conceito (quais os benefícios e malefícios?) que a Google tem investido no planeta: deixou de ser logomarca ou produto e passou a inserir-se cada vez mais no cotidiano dos usuários. Eu mesmo sou um exemplo de alguém googado: uso iGoogle, Gmail, Blogger, Google Adsense, Google Analytics, Orkut…

Segundo as estatísticas do site eu já visitaram meu profile 8.580 vezes. O que deve ser muito pouco perto dos viciados que já tem zilhões de scraps. E você, gostou da nova cara do orkut? Deixe sua quantidade de visitas nos comentários =)

Ricardo Oliveira

[errata: visitaram meu profile ao invés de visitei meu profile]

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Eu não quero desperdiçar seu tempo


De repente me veio a idéia de que, nessa madrugada maluca, Over The Rhine é música para se ouvir quando não se sabe o que dizer. Cheguei no PC, matei uns 50 em GTA San Andreas e ainda assim estou inquieto. Não posso ir dormir agora.

I don’t wanna waste your time
Eu não quero desperdiçar seu tempo
With music you don’t need
Com músicas que você não precisa
Why should I autograph the book
Por que eu autografaria o livro
That you won’t even read
Que você não lerá mesmo?

A questão é que eu não consigo não dizer. The Trumpet Child é um dos melhores discos que ouvi esse ano. Ledo engano meu, pensar que se tratava de uma novidade. O casal tem 18 CD’s lançados (o primeiro em 1991). Assisto aos vídeos no Youtube e não entendo como ela consegue cantar como se namorasse o microfone.

Não consigo entender muito bem como ela tem essa voz. Sabe o que é passar anos sem ouvir um timbre que te deixe arrepiado? Uma música que faça você simplesmente dizer: eu não sei muito bem o que dizer…

Mas…

Eu não quero desperdiçar seu tempo
Com música que você não precisa.

Numa ousadia nas letras própria de quem tem tocado em eventos próprios para tal estilo, o casal Karin Bergquist e Linford Detweiler olha para a platéia desavisada e atira:

Are you feelin’
A little desperate
Get on your knees
And confess it
Honey please
Don’t second guess it
You’re desperate
For love

Tudo isso num jazz impecável neste que é o CD mais recente da carreira desta dupla de marido e mulher. Achei no estilo tanta coisa que gosto que, melhor do que tentar fazer comparação, é simplesmente citar: Madeleine Peyroux, Feist…

A resenha do CMT menciona Sixpence None The Richer e realmente tem uma pitadinha lá. E realmente deve ser algo forte, já que eu sou conhecedor de umas 2 ou 3 músicas dessa banda. Mas a questão é que isso realmente não importa pra mim. Hoje, um dos meus sonhos pessoais é encontrar com eles dois e dizer que a bendita harmonia que fazem vale a pena; que continuem fazendo música que desperdiça meu tempo.

Let’s spend the day in bed
Yeah that’s what I said

Let’s lie down draw the shades

Ditch the plans we made

Rest your lovely bones
And just stay home

Ok, eu vou desperdiçar tudo ouvindo Over The Rhine o dia inteiro na cama.

Over The Rhine
The Trumpet Child

2007, Great Speckled Dog

Sim, eles estarão no próximo podcast.

Ricardo Oliveira

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