Archive for July, 2007
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Newsfastter [prisões, mortes, filmes...]


[De repente...]: Bergman se foi e, no dia seguinte chega a notícia que Michelangelo Antonioni também. Outro diretor (agora, italiano) que é considerado um dos maiores da história. Inaugurou o neo-realismo italiano com Roma, cidade aberta, mas, foi com Blow Up que foi consagrado. Inventou no cinema os chamados “tempos mortos” (captar a ausência de ação em longos planos) e, aos 94 anos, morreu na mesma segunda-feira que o sueco Ingmar Bergman.


[Crime e castigo]: Eu tenho certo pavor da política paraibana. As últimas eleições ajudaram a criar uma repulsa e tanto. Duas oligarquias (que já não se definem mais por família, mas por cores que determinam o grupo de famílias) dominam o cenário na Paraíba. O atual Governador do estado, o re-eleito Cássio da Cunha Lima teve ontem seu mandato cassado pelo TRE. O grupo verdinho teria comprado votos usando recursos de apoio à probreza no último ano do mandato. O fato, quando denunciado (além dos outros grandes escândalos, como malas cheias de dinheiro voando de janelas) ficou engasgado no grupo vermelhinho, liderado pelo outro candidato: o Sen. José Maranhão. Pois bem: não sou pró nenhum dos grupos, não faço campanha para ninguém, pois tenho meus problemas com os dois. Logo, não me sinto feliz pela derrota do grupo verdinho (como muitos ficaram, inclusive comemorando dentro do tribunal ou, até mesmo, fazendo buzinaço na frente do prédio do governador, que fica a poucas ruas daqui), pois, para mim, isso é muito sádico. A questão que anima é saber que ainda pode haver alguma justiça nessa terra. O que espero é ver não um novo governador com a mesma pompa desse que agora se vai, mas alguém disposto a fazer algo que preste, por favor.


[Natureza quase-humana]: roubando título do primeiro filme que Charlie Kaufman roteirizou, quero dar minhas 4 estrelinhas para o novo da Disney. Eu não gosto de Procurando Nemo ou de Os Incríveis, mas o ratinho me pegou de jeito. Ratatouille é sim uma das melhores animações da nova safra e talvez uma das maiores de todos os tempos (e segue muito mais a linha da própria Pixar, famosa por seus curtas). A Disney é especialista em nos fazer viajar em suas fábulas e a mistura de humanos e animais rendeu conteúdo fabuloso. Na verdade, não se sabe exatamente quem é humano e quem é rato. Incrivelmente é um filme com uma moral e tanto, sobre escolhas complicadas que rendem bens maiores e isso foi muito bem colocado nos diálogos do ratinho. Paris está um primor e a trilha sonora é do mesmo cara que compõe para Lost, o Michael Giachinno (uma nova referência no ramo). Uma película para quem gosta do mundo da gastronomia, para quem gosta de animações e fábulas, para quem não perde uma boa metáfora do nosso mundo (além da alegoria sobre a própria história recente da Disney). Não foi ver ainda por quê? Clique aqui para ótima resenha. Já se você tem interesse em uma conversa mais informal, escute o Podcast da Setor Dois Produções (grupo de alunos de comunicação da UFRN, do qual meu amigo Mateus faz parte) clicando aqui.

[Depois do Pan, a realidade]:

[Coisa de Estagiário 2 - Missão Café]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6fpBkoyFCCM]

Ricardo Oliveira

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O sublime preto e branco bergmaniano

Dos meus primeiros meses de “formação cinéfila” assisti Morangos Silvestres e achei super estranho. Depois fui bater em A Hora do Lobo para perceber que existiam razões para longos planos no cinema – especialmente se estes fossem iluminados somente por uma vela. Persona foi um caos. Não entendi nada e ainda não havia descoberto que não era preciso entender. Todos seus filmes pareciam objetos estranhos que permaneciam frescos ao mundo atual, apesar de produzidos nas décadas de 50 e 60. Falo de Ingmar Bergman, diretor sueco que faleceu hoje e me ensinou o que era se expôr numa tela de cinema. Filho de um pastor luterano que o mal-tratou durante toda a infância, exibiu suas frustrações sobre o sentido da vida e existência de Deus em seus filmes.

E como me doía ver suas dores na tela. E como ainda me doem.


Para os marinheiros de primeira-viagem: Bergman trouxe ao cinema a clássica imagem-símbolo do cavaleiro jogando xadrez com a morte, no filme O Sétilo Selo (foto). Ao todo, foram mais de 40 filmes e o último deles foi Saraband, em 2003.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Vyqg017aFrY]

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Comunicação Relevante [Especial]

Das novas propostas deste blog, uma das principais é apresentar aos seus leitores um pouco de criatividade relevante nesse mundo. Eu gosto de questionar por onde ela anda e quando a encontro faço questão de compartilhar o achado. Queria poder trazer de uma vez só tudo que existe (mas estou longe de conhecer tudo). Porém, assim seria um post muito confuso, com informação demais. Prefiro então fazer paulatinamente alguns destaques. Então, como adoro listinhas, trago pra vocês nesse especial da semana alguns dos toptops. Hoje serão rápidas dicas sobre comunicação. Na semana que vem falarei de artes plásticas e na seguinte, sobre música. O objetivo aqui não é trazer a idéia de que “eles são diferentes do mundo, porque são cristãos”. Até porque esse discurso não está inserido em suas obras. Muito pelo contrário. A idéia aqui é que os cristãos passem a valorizar seu potencial criativo e descubram que sua arte e comunicação pode ser tão relevante (ou mais) quanto qualquer outra. Também não estão dispostos em nenhuma ordem de preferência.


[Relevant Magazine][ http://www.relevantmagazine.com ]

Revista americana que descobri muito recentemente e que ainda está em fase de digestão. Me impressionei com a qualidade do seu site e, especialmente, com a quantidade de informação disponível. Resenhas e artigos sobre arte em geral além de downloads de podcasts e muito mais.


[Christianity Today][ http://www.christianitytoday.com ]

Revista consagrada como a maior e melhor de todo o mundo. Ela revelou o grande Philip Yancey e hoje vive uma ótima fase no mundo online. Inaugurou subportais sobre música e cinema trazendo um conteúdo incrível e extenso. Preparem-se para surpresas em terra brasilis.


[Infuze][ http://www.infuzemag.com ]

Eu até agora não sei exatamente como descobri este blog-revista. Na verdade eu estava fazendo uma das minhas navegações intra-sites e de repente cliquei em algum lugar e esse ótimo blog apareceu aqui. Variedades de culturapop, destaque especial para comentários sobre música, filmes e quadrinhos.


[Pavablog][ http://pavablog.blogspot.com ]

Sérgio Pavarini, jornalista, diretor de musicais e profissional do marketing editorial atualiza diariamente seu blog com um conteúdo riquíssimo. Ótimas sacadas que vão desde notícias do nosso cotidiano (confuso) brasileiro até os mais legítimos erros de português de jornalistas futuramente (quem sabe?) desempregados. O slogan do seu blog não poderia ser melhor: Sal da terra com um pouco de pimenta. Uma das minhas leituras diárias (várias vezes ao dia, por sinal).


[Outra Via][ http://www.outravia.com.br ]

Outro site que saltou em minha janela e descobri totalmente sem querer. Até agora não lembro bem como, acho que cliquei num dos vídeos do Youtube. E como foi gratificante encontrar essa “revista eletrônica sobre cultura com pitadas cristãs”. Análises de shows, CD’s, propagandas premiadas. Conheci a Relevant Magazine através do Outra Via. Confiram!


[Ultimato][ http://www.ultimato.com.br ]

Dia desses conversava com Sérgio Pavarini sobre o péssimo jornalismo que alguns grupos cristãos promovem nesse país. E aí perguntei: “Tem alguma coisa que preste além da Ultimato?” A resposta foi negativa e serviu para que eu desse mais valor a essa ótima publicação. Grandes articulistas com Ricardo Gondim, Bráulia Ribeiro e Mark Carpenter. A assinatura é baratinha e o conteúdo está disponível no site.

Ricardo Oliveira

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Música bela e estranha


O ano de 2003 foi um dos mais importantes de minha vida. Depois dele tudo mudou e, três anos depois outro processo começou outra vez. De 2006 para cá as viradas na cabeça foram muitas. Não sei nem como ainda não apareceram cabelos brancos, torradinhos pelos miolos queimando.

A importância de 2003 não deve ser medida com minhas descrições blogueiras. Até porque, a partir das novidades do ano passado, muito daquela época dos meus doces 17 anos, foram revistos, reavaliados e tudo mais.

Mas não foi para declarações de um diário juvenil que vim aqui nessa madrugada. Foi para dar avisos musicais para os leitores.

1. Strange Beautiful Music do fantástico Joe Satriani é um dos maiores discos de música instrumental da história. Originalmente, ele é de 2002. Mas as coisas só passam a existir para nós quando a gente passa a conhecê-las. Então, para mim, ele é de 2003. Os temas criados pela guitarra suave e insana de Satriani são tão expressivos que, depois de bons 4 anos, agora mesmo consigo cantarolar junto. Isso porque, finalmente, depois de muito tempo, consegui recuperar parte de minha pequena coleção de música instrumental que organizei em 2003. Starry Night é de fazer chorar; Hill Groove é pra sair dançando. Clica logo aqui vai! Mais informações ou trechos de outras músicas no YouTube (strange beautiful music+satriani) ou no Amazon.

2. Aposto que você não está lendo isso agora, nesse horário inoportuno. Sinto lhe informar que você perdeu Maria Rita e Orquestra Imperial tocando Noel Rosa. Sim, a madrugada global sempre traz boas surpresas. Tirando o chato do Jô, claro. Aliás, se você está lendo isso antes do fim do programa dele, dá tempo de ir assistir ainda. Corre: Som Brasil, depois do Jô – Noel Rosa tocado por Orquestra Imperial e Maria Rita.

E, ao fim do texto, uma das músicas mais lindas da história…”You Saved My Life”. Tudo que eu queria na época era ter aprendido a tocá-la.

Ricardo Oliveira

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Medalhas e vaiômetros

Já perceberam que no PAN o que vale comemoração de verdade é medalha de ouro? Claro: mídia que é mídia é oportunista. Se o Brasil estivesse até agora sem nenhuma medalha de ouro, estariam dizendo “Bom, mas pelo menos nós tantas medalhas de prata e estamos na frente do país X e do país Y”. Tudo isso, revejo a partir da ótima observação de Ricardo Calil em seu blog (ao fim de NoMínimo, criou a página pessoal):

No bloco dedicado ao Pan, somos uma nação com um futuro brilhante, uma nova potência esportiva, um gigante finalmente desperto. Portanto, somos também incapazes de aceitar qualquer medalha que não seja ouro, de vaiar moleques de menos de 17 anos que perdem no futebol para garotos cinco anos mais velhos, de entender a revolta do judoca que levou “apenas” prata.

No bloco seguinte, dedicado à tragédia de Congonhas, voltamos a ser um país de merda, com um governo incompetente e corrupto, companhias aéreas e pilotos despreparados e uma população de bundões, incapaz de se revoltar com tamanhas barbaridades. Claro, existe aí o evidente desejo das emissoras de TV de usar a tragédia para atacar politicamente o governo, de repetir cenas mórbidas para aumentar índices de audiência. Mas há também, como pano de fundo, uma certa fracassomania, a velha síndrome de vira-latas de que falava Nelson Rodrigues.

Agora que o Brasil está a 2 medalhas para passar Cuba no quadro geral, me digam: existe esperança para que se olhe para o esporte sem os olhos de demagogia? Brasileiro é esquisito, viu…De uns 4 anos pra cá (começou no futebol, pra variar) aprenderam a vaiar sem restrições. Torcida agora é assim: vacilou, vaiou. É o presidente? UUUH!! É o Brasil? UUUHHH! Cortaram Ricardinho do vôlei? UUHHHHH! TAM? UHHHH! Uma barata? UHHHH!

Brasileiro aprendeu a vaiar e perdeu o costume de elogiar e valorizar; só quando é oportuno – e olhe lá!

E as vaias do Lula? Já tem até camiseta: Eu Vaiei o Lula no Maracanã! E já tem até nova modalidade: salto com vaia! E o Lula vai entrar pro Guinness. Quebrou o recorde de menor discurso do mundo: zero segundo! Rarará!

Ouro em assalto com vaia! Ele foi UUUUUvacionado. É muita UUUUUUUUUUmilhação! UUUvacionado e UUUUmilhado! Rarará! [José Simão - 17/07]

Ricardo Oliveira

Fontes: Desenblog (foto) / Jornal O Povo

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