Archive for January, 2007
1
Nunca me contaram

by semcor


www.fotolog.com/sunset

Nunca me contaram que saudade era feita do que também não se viveu. Estive com aquele olhar murcho por estar distante (em tempo ou espaço) daquilo que vivi com coisas ou gentes. Ninguém tinha me dito, mas, era sobre essa saudade que tinha um neurônio conversando comigo dia desses.

Dessas de você ter encontrado com alguém, ter feito tanto, e sentir falta do que não fez. Você talvez não tenha olhado como gostaria; ou quem sabe não contou as histórias que lhe dão prazer. É provável que essa saudade seja mais dolorosa porque, ao contrário da mais comum, é uma espécie de saudade-arrependimento. Isso se, quando por lá, ou quando com o alguém, você realmente pensava em fazer tais coisas que hoje te dão saudade.

Nunca me contaram sobre isso. Não sei o que estaria sentido se o tivessem feito. O complicado é que o neurônio começou a bater-boca comigo falando que essa saudade era daquelas que dura feito construção de prédio ou viagem pra ver a avó no interior. E a sensação, claro, é de estar dentro do carro olhando pro pôr-do-sol através do retrovisor. Pode ser belo, pode não ser. Realmente, pode não ser.

O neurônio continuava a insistir sobre tudo aquilo. E eu ficava em dúvida sobre valer a pena meu olhar murcho. Porque havia um processo de retornar ao comum ou à insistência no mesmo. Não entendia mais onde era novidade, onde era repetição, o que era saudade mesmo. Sei que estava com a sensação de estar arrependido das convicções e confuso todas as novas incertezas. Convicto da saudade, repetindo incertezas e batendo-boca com as convicções.

semcor
abraço’s

1
um poema e uma indicação

- manhã suave –
por semcor em 2006


disseram que nessa manhã suave,
o centro era a dureza do coração

ela, que olha cega pela janela,
enxerga escuro no ensolarado e
nas noites não vê claridade.

o vento cantava bossa,
árvores dançavam balé
ela dizia “que tango é esse…?”

no entreato, desenha na parede
o sol que escondeu
a lua que matou.

Hermila, em “O Céu de Suely”, novo filme do diretor cearense Karim Aïnouz

O novo filme do diretor Karim Aïnouz é jóia rara no cinema atual, não apenas brasileiro. O filme é das mais belas representações do Nordeste já feitas, junto a pérolas como “Vidas Secas” de Nelson Pereira dos Santos, “Cinema, Aspirinas e Urubus” de Marcelo Gomes ou o curta-metragem “A Canga” do paraibano Marcos Villar.

Longe de ser um filme sobre um paraíso ou belezas da nossa terra, “O Céu de Suely” é o drama de Hermila, a mãe de Mateus, garoto que recebe o mesmo nome do seu pai, que os abandona quando mãe e filho voltam à cidade natal, Iguatu, no interior do Ceará.

Trens e caminhões passando, caminhadas inteiras filmadas sem corte. É o estilo do diretor para mostrar que esse é um filme sobre um tempo que passa e que está sendo vivido com a dureza de enfrentar as adversidades, a leveza de se encontrar o renovo do amor. Ao mesmo tempo, um cinema de corpos. Pessoas que dançam forró com paixões à flor-da-pele, que chegam ao ponto de rifar “uma noite no paraíso” para poder continuar a caminhar, fluir como gente que precisa sobreviver. É isso que Hermila faz: adota o apelido de Suely e sai pela cidade a vender uma noite de sexo para os homens da cidade.

Karim Aïnouz possui uma câmera neutra que não filma esse ato com parcialidade. Não o mostra com distanciamento (que talvez revelasse aversão). Mostra-o bem de perto, exibindo a dureza, a frieza do ato e todo o drama. Isso porque, é preocupação do diretor, exibir na tela um Brasil de pobres que, quando nada mais tem na vida para poder ganhar dinheiro, acreditam que seus corpos é a última alternativa. Não é à toa que uma das amigas de Hermila é uma das prostitutas da cidade.

Mas o que há de belo, então? Ora, longe de ser um filme fácil, “O Céu de Suely” é uma peça de arte: é a expressão do olhar de um autor, nesse caso, Karim Aïnouz. O diretor nos mostra que os céus do sertão brasileiro, não são apenas belos, mas, como disse Luiz Carlos Oliveira Jr. em seu artigo na revista Contracampo, “mais que o solo, mais que a pele, o que há de árido no sertão é o céu.” O belo está na forma, nas escolhas, na composição de um diretor (junto ao sempre fantástico de fotografia do paraibano Walter de Carvalho) que tem observado o Brasil e tem mostrando o mesmo sem clichês ou com uma dramaturgia piegas como no recente “Diamante de Sangue”, em que se mostra uma África pobrezinha que tem sido massacrada pelos “ocidentais malvados”.

Cinema brasileiro é bom, aliás, muito bom. O que talvez falte ao brasileiro é começar assistir o bom cinema brasileiro. “O Céu de Suely” pode ser um bom começo.

O CÉU DE SUELY /Karim Aïnouz, Brasil, 2006 / Com: com João Miguel, Georgina Castro, Maria Menezes, Zezita Matos, Mateus Alves, Gerkson Carlos, Marcélia Cartaxo e Flávio Bauraqui.

Em exibição no Cinemultiplex 3 Mag Shopping, Censura 16 anos.

by semcor

1
"Dias melhores pra sempre"

Alguns dias atrás acordei com uma música em minha mente, “Dias Melhores”, da banda Jota Quest, eu nem mesmo me lembro a ultima vez que escutei essa música, mas de surpresa acordei com ela preenchendo meus pensamentos, desde esse dia ela vêm ecoando na minha mente. Nesse dia acordei pensando que realmente “Vivemos esperando dias melhores…” Aquilo ficou na minha cabeça com um tom de condenação própria, eu estava sentindo que era assim que estava atualmente vivendo minha vida, esperando por dias melhores. Eu me sentia completamente insatisfeito comigo mesmo e com o mundo, ao mesmo tempo que estava ansiando que as coisas mudassem, que algo acontecesse no marasmo em que me sentia, me senti acomodado com o ato inerte de esperar e respondi a mim mesmo. “Não posso apenas esperar, ai está o erro!” Em alguns momentos precisamos esperar, mas essa atitude de espera, precisa ser precedida pela ação ofensiva em direção ao alvo, dai então toma-se a postura da espera. É vão esperar dias melhores, sem plantar as sementes que possam gerá-los.

Precisamos pensar hoje e agir hoje em respeito ao futuro, pois o mesmo depende diretamente do nosso presente. Não haverá um futuro sem crianças de rua, se hoje não começarmos a dar a elas, uma alternativa de futuro diferente. Não pode se esperar que a fome acabe sem dar de comer aos famintos.

Como afirmou o Salmista “Aquele que sai chorando, levando a semente para semear, voltará com cânticos de júbilo, trazendo consigo os seus molhos.” Sl 126:6
Precisamos, como sociedade, apartir de hoje não apenas sonhar com dias melhores, mas plantar as sementes certas e esperar um futuro com dias melhores.
Tomei uma decisão, vou fazer minha parte para mudar o mundo, vou começar com coisas pequenas, não vou jogar lixo na rua, quero um mundo mais limpo. Vou sorrir e ser educado com os que cruzam o meu caminho, quero um mundo mais amável. Não vou tentar tirar vantagem dos privilégios disponíveis, quero um mundo mais justo. Quero ir ao longo da vida tomando decisões como estas e plantar sementes para dias melhores.

Desde que essa música invadiu subitamente os meus pensamentos, tenho repetido um trecho do seu refrão cheio de fé, como uma oração, profetizando: “Dias melhores pra sempre, Dias melhores pra sempre” Mas vou ser coerente, vou plantar as sementes. Vou viver esperando dias melhores, não como um apostador que espera ganhar na loteria, mas como um agricultor que aguarda o dia da colheita.

“Dias melhores pra sempre… dias melhores pra sempre…”

Pedro

1
Exterminadores do Próprio Futuro
Já estava aparentado uma eternidade, que vinha encarando a vida com uma certa melancolia, salvo alguns dias bons, sintia me inadequado para a vida, me auto-condenava pelas minhas falhas e chorava como que assistindo meu próprio enterro ao som da ladainha de minha mente cantando funebremente: “desisto, não sei viver”.

Mas esses meses tenebrosos me ensinaram muito, entre os altos e baixos, tive muitos dias de reflexão, e já conclui que estava certo, realmente não sei viver. Mas o que pode parecer o fim, na verdade, é apenas o começo, eu realmente não preciso saber viver! Estava iludido todos esses anos achando que tinha a receita da vida conhecia todas aquelas mandingas evangélicas, para fazer tudo certo e supostamente ter uma vida feliz em troca, que não estavam mais funcionando comigo. Tinha tentado em vão fechar meu corpo repetindo “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte…” Pois estava vivendo assustado. Conclui apenas recentemente que não se pode controlar o futuro, nem mesmo a vida. Que bicho teimoso esse chamado vida, que de repente vai para onde não deveria. Quanta pretensão a minha, de conter o meu futuro na sombra e sem problemas. Por haver, logicamente falhado, e feio, na minha pretensão, culpei o mundo e Deus, muitas vezes, pela minha burrice.

Mas quão libertador é, saber que todo esse conjunto de inadequações, culpas, falhas, pecados, erros, acusações e pretensões que formam essa aberração chamada eu, na verdade é amado como é. Deus me ama assim. Ele, com certeza, deve ter expectativas ao meu respeito, mas nunca me rejeitou pela imensa possibilidade existente de eu nunca poder cumprí-las. É maravilhoso saber que eu nunca vou poder interferir na frequência do amor de Deus a qual fui sintonisado através de Jesus Cristo.

Estava tentando colocar o meu futuro nas minhas mãos, e acabei vendo que seria um fracasso. Pois em materia de admistração da vida eu sou um incompetente por natureza.
Somos, melhor dizendo, incompetentes por natureza, em materia de vida. Mas tudo bem, pois como já disse, não precisamos ser “experts” em viver, pois somos aceitos pelo nosso criador pelos meritos do seu filho. Quando erramos sempre temos uma nova chance de tentar de novo. Paciente, esse Deus, promete sempre que quisermos, nos ajudar a levantar.

Vou viver aceitando esse amor interferível, apoiado na misericordia divina que é renovável constantemente, penso que era esse caminho que Deus sempre quis me mostrar. Errei muito, alguns erros tiveram consequências e vão deixar marcas irremoviveis na minha história. Mas os meus erros, me ensinaram como professor nenhum, a respeito da minha frágilidade e ainda me apontaram o caminho da graça e das segundas chances.

Encerro com um trecho de “Les Miserables” do escritor Francês Vitor Hugo.

“Ó Vós que sois!


O Eclesiástico vos chama de Onipotência; os Macabeus, de Criador; a Epístola aos Efésios, de Liberdade; Baruc, de Imensidade; os Salmos, de Sabedoria e Verdade; João, de Luz; os Reis, vos chamam de Senhor; o Êxodo, de Providência; o Levítico, de Santidade; Esdras, de Justiça; a criação vos chama de Deus; o homem, de Pai; mas Salomão diz que sois Misericórdia, e é este o mais belo de todos os vossos nomes.”

Misericordia e graça a todos nós!

Pedro

1
SEMPRE O MESMO DISCURSO


Há poder na palavra, mas nos dias de hoje não há poder na comunicação.
Bíblia, grande como um livro de Al-Corão.
Homem bem vestido, blusa longa, num calor cabra da peste, seguindo uma doutrina, somente isso.
O Amor torna toda e qualquer comunicação alcançável e transformável.
Parece rádio ligado, gritando pra ninguém ouvir.
Volto ao mesmo discurso que transforma, mas comunicação que não alcança.
Grito: – JESUS VAI VOLTAR!
Ouvidos, mudos: e ninguém parou para perceber esse homem eufórico que gritava:
- ENTREGUE SUA VIDA A JESUS. LOGO! Como quem diz, essa é a última semana para promoção da vida eterna, venha logo receber a sua antes que acabe e você não a receba mais.
Mesmo discurso, mesma comunicação que tira todo o poder do discurso.
E segue-se o apelo: – QUEM QUER SER SALVO HOJE? – inferno ou céu?!
Comentário de alguém deixado no ar. (não posso perder): – PREGA BEM, SIMPLES MAIS BEM!
E eu que senti uma confusão de informações.
E agora o apelo de Jesus… E talvez a espera angustiante desse homem, “me dá uma alma, uma alma, e eu ganharei meu trabalho aqui”.
E não para de falar até o homem aceitar, ou alguém começar a chorar…
E continua: – JESUS ESTÁ VOLTANDO… – COISAS DO MUNDO…
- JESUS QUER UM ENCONTRO COM VOCÊ…
Agora inicia o discurso da autobiografia…
- QUANDO EU ERA DO MUNDO, EU BEBIA, ME ENCANTAVA COM AS COISAS DO MUNDO…
E eu já esqueci o começo da pregação.

pensem… curtam a arte de pensar… em que tipo de comunicação você vive?

3
"A Ponte" de Lenine

por semcor


Há o que se achar, sem sombra de dúvida, de toques divinos espalhados por aí na arte. Aos que se dedicam ao ouvir, por exemplo, a boa música feita no Brasil, é comum encontrar o belo. E, pra mim, belo é um “pedaço de Deus” deixado por Ele mesmo, em algo que a gente usa os sentidos para perceber.

Lenine, em “O dia em que faremos contato”, CD lançado em 1997, lançou a música “A Ponte”. A mesma composição entrou no ótimo acústico da MTV que lançou em 2006. No refrão da música, podemos ler:



Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte.

(…)



Interessante perceber que, assim como na poesia de Arnaldo Antunes (“Sois sois”, com outra estética, claro) que, em breve, Pedro publicará aqui artigo em que a analisa, nessa música do compositor pernambucano, podemos encontrar referência ao mesmo princípio Bíblico. Cristo disse: “vós sois luz do mundo”. Ora, o versículo faz referência a alguém que ilumina o que está escuro e, dentre algumas possibilidades de interpretação, também podemos encontrar a referência de que, quem tem a luz, é guia.

Lenine, no verso “mas como é que faz pra sair da ilha?”, faz metáfora sobre determinada situação do humano: estar ilhado ou alienado. Lembremos, facilmente, de Platão e seu mito da caverna, em que homens estão presos no interior de uma e, ali, vêem apenas sombras do mundo real, acreditando que aquilo é a verdadeira representação do mesmo. São diversas as situações em que não vemos por completo uma realidade. O assunto foi extremamente discutido com a Matrix de Hollywood. Descobrir que você está preso a uma “realidade parcial” ou uma “virtualidade” tornou-se um assunto comum no ano 2000.

Na Ponte de Lenine, podemos encontrar a mesma discussão (e pelo ano do lançamento vemos que veio antes da data em que se estouraram os debates com maior intensidade sobre real/virtual). É possível sair de uma ilha, caverna, alienação? Sim, através de uma ponte. Que ponte é essa? Para Lenine a ponte é metáfora para a mente: “A ponte não é de concreto, não é de ferro / Não é de cimento / A ponte é até onde vai o meu pensamento”. Mas, aqui, quero trazer nova perspectiva.

Ora, se nós, como cristãos, somos luz do mundo também na perspectiva de guias para aqueles que estão com os olhos vendados ou com a cosmovisão condicionada apenas por sombras na parede de uma caverna, não seríamos também, Ponte? Pois a estrutura metálica que podemos ver hoje em diversos lugares do mundo, serve para conduzir pessoas para um outro lugar. Que lugar é esse, seguindo a linha de raciocínio? Transcender o olhar e descobrir a beleza da relação com o Criador? Sim, não posso fugir disso. Somos ponte, guias, luzeiros, para diversas coisas. Podemos apenas mostrar a um estudante da alfabetização uma nova letra ou uma forma diferente de realizar uma operação matemática. Mas existe mais. Assim como existe mais além da “ponte-mente” citada por Lenine em sua música.

Construir pontes para que as pessoas transcendam e descubram a eternidade do amor do Eu Sou não é “nossa tarefa”. Isso é nosso caminhar, é nosso viver. Isso deve estar tão claro como é claro que uma ponte é o caminho que vai de um lugar ao outro sobre águas de um rio, mar, ou de um enorme canyon. Naturalmente, ponte.

Sois ponte?

Abraço’s
semcor

2
Dialética das diferenças

Houve, durante certo tempo, em minha cabeça o desejo de que fôssemos todos iguais. Era uma vontade imatura no começo da fé. Ainda bem, durou pouco tempo. Descobri, pelas estradas, que uniformidade não é bem um plano da eternidade.

É possível pensar, a respeito disso, em dois planos: o essencial e o não-essencial. De fato, na vida de seguir os passos de Cristo e de conviver com pessoas que buscam o mesmo, podemos dividir as coisas assim, quando falamos sobre “diferenças”. Entre todos esses, é fácil pensar que temos diferenças no não-essencial. Porém, as coisas se complicam quando divergimos na essência.


Simples: você gosta de música pop e eu de rock; prefere acreditar no milênio do Apocalipse e eu acho que ele é uma metáfora; você gosta de praia e eu de campo; você não acredita em dons espirituais e eu, sim. A questão é se na essência, somos iguais.


Ora, considero a essência talvez o texto-chave dos evangelhos. Certa vez perguntaram a Cristo qual era o mandamento mais importante, ele afirmou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Nos ‘finalmentes’ de sua jornada como homem, deixou a outra parte da essência: ir por todo mundo e pregar o evangelho a toda criatura. Se pudéssemos juntar esses dois textos (essa construção foi elaborada por Rick Warren nos seus livros dos propósitos), teríamos o essencial do cristianismo, que, conseqüentemente, poderia se resumir num verbo. Amar.


Se divergimos em denominações, estilos, gostos, formas, estéticas, ficamos bem, até certo ponto. Mas, se divergimos na essência, ficamos bem também? Algo errado aí. Divergir na essência tem a ver com não estar no propósito de Deus. Um grupo de pessoas que não anda em amor [aqui, abstraia e pense tanto em essência como no 'andar em amor' citado no Novo Testamento] não compreenderá a virtude de conseguir andar com o diferente e conviver bem, graças à essência.


A questão maior, e a que sempre parece complicar esse dilema, é quando falamos em analisar-exortar-protestar. Olhar para a pessoa do lado, crer que ela está errada (a partir de um valor bíblico) e, em amor, exortá-la, hoje em dia trás das duas uma: levar um fora com a falsa-desculpa de que somos diferentes e devemos nos respeitar, ou uma aceitação e fica tudo bem. Mas, e quando falamos de um grupo inteiro?


Atualmente, podemos perceber que existem muitos grupos afirmando-se como cristãos e que, possivelmente podem trazer “a paz desejada através de uma vida de fé e fidelidade ao Senhor através dos dízimos e sacrifícios”. Se passar a considerá-los como em situação complicada perante a essência, como trazer a exortação? Como trazer o protesto (aqui, no sentido de protestantes). Ora, há séculos atrás, Lutero trouxe seus questionamentos a um determinado grupo; ousou, subverteu e conseguiu alcançar os objetivos que Deus trouxe ao seu coração. Mas vale lembrar uma questão importantíssima: não era uma época de pós-modernidade, ‘fim das utopias e verdades absolutas’. Hoje, até mesmo nós como cristãos temos vivido cegamente (e não aproveitando apenas o que há de bom) sob este princípio.


Quando então chegamos e exortamos que algo está errado, levamos a resposta que qualquer pessoa atualmente pode dar: “você pensa assim, eu, não”. Sempre que penso sobre isso, vem na minha mente a palavra dialética; Dois lados de um fato que sempre nos levam a ficar no impasse. Isso se fortaleceu bastante através da chamada pós-modernidade, porém, é princípio extremamente antigo.


A questão que fica é:


- Como viver a dialética das diferenças exercendo a essência do cristianismo sem deixar com que as coisas desandem bem debaixo do nosso nariz?


Fico por aqui e deixo o espaço dos comentários para batermos um papo.


Abraço’s
Semcor.

1 2 >